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História

Hoje, no fim do meu dia de trabalho vi isto.
Há muitas histórias. E depois há esta história.
O autor, Pedro Solís, inspirou-se na história verídica dos seus filhos e ganhou o prémio Goya 2014.


Mais cinco minutos

Acordo com comichão. São seis. Ainda posso dormir. Eu adoro dormir mas adoro ainda mais a sensação de saber que ainda posso dormir mais...vinte minutos. A sensação de dormir mais dois ou mesmo um só minuto seria igual. Poder dormir só mais um bocadinho.

"Acordaaaaaa"*1. Soa o alarme. São 6h20. Quero lá saber. Tiro um braço para fora do amontoar de mantas em que a minha cama se transformou. Está frio lá fora. Carrego no botão a que eu chamo "mais cinco minutos" e volto a meter o braço dentro dos lençóis. Quentes!

E mais cinco minutos. "Tá na horaaaaa". Soa o alarme. O raio do alarme outra vez. A berrar-me a esta hora! E só quero dormir. E penso nas trezentas e quarenta e três maneiras de partir a porcaria do telefone que me chateia! Mais cinco minutos. Todas as manhãs mais cinco minutos. Muitos cinco minutos! E depois esfrego os olhos. Penso no que vou vestir. Oh meu deus, o drama, o que vou vestir. Mais cinco minutos. Só para pensar. E depois, de mais cinco minutos, chego a horas!*2

*1Sim, o meu despertador grita "acorda" e "está na hora!" Sim.
*2 Sim, o meu despertador toca com meio ano de antecedência. Sim.


   

  

Back again


Quando eles vieram a Portugal pela primeira vez, eu era demasiado nova para ir a concertos. Mas foi só dessa vez que fiquei a ver pela televisão. 
O Nick já não tem o cabelo "à tigela", o Kevin já foi e já voltou. Cada um teve a sua carreira a solo, já têm filhos. Cresceram. E eu também.
... Mas hoje é dia de voltar a ser adolescente. E "In a world like this", isso é muito bom.

                               




Segunda

"Pelas contas do rosário"...amanhã é segunda, "criaturas"?!
"Cadela"!




O mapa das histórias

Afinal já viajei muito. Era eu pequena e já tinha corrido o mundo. Secalhar por isso é que agora quero conhecer todos os lugares que antes via apenas sentada no sofá com as minhas personagens preferidas!

Eowyn Smith é a autora do mapa baseado no local onde ocorre a história, muitas vezes super explícito, como é o caso de Nemo, na Austrália, de Ratatouille, em Paris ou de Os cento e um dálmatas em Londres. O próprio nome O corcunda de Notre Dame, indica onde se passa a história e também me lembro dos Aristogatos e de A Bela e o Monstro estarem localizados sem dúvida em Paris. Essa foi a primeira cidade que eu quis conhecer.

O Rei Leão, Aladino, a Pequena Sereia...alguns dos meus preferidos e a viverem tão longe daqui!!!

Disney Map by theantilove
http://theantilove.deviantart.com/art/Disney-Map-207593214

Não esgravate a manteiga

Depois de ouvir a Mixórdia de Temáticas com o apelo "Não parta parvamente o pão", além de me rir muito, fiquei a concordar. É que, de facto, nunca me tinha lembrado disso porque ando demasiado ocupada a pensar em quem barra de forma completamente à balda a manteiga. Irritam-me as pessoas que tiram bocados em vez de passar suavemente a faca de um lado para o outro e de maneira uniforme no frasco da manteiga. O mesmo se passa com o frasco da marmelada ou da nutella. Para quê esgravatar? Porquê não cortar bocados direitos, milimetricamente iguais? 
Sempre que vou comer uma destas coisas acabo sempre por comer mais do que queria porque passo muito tempo a endireitar...


My valentine # 2

O ano passado escrevi "My valentine". É possível que hoje volte a fazer sentido.








Depois do regresso...

O regresso deixa sempre um buraco um bocado pesado. De saudades de lá estar e de querer conhecer mais e aproveitar mais. Mas o regresso também deixa a sensação de ter ido. E ter sido muito bom. Deixa a sensação de que tudo foi bem vivido, bem gozado. Conheci sítios diferentes do outro lado do atlântico. Uma cultura completamente à parte. Pessoas, lugares, histórias... Ri-me muito e dancei. Pisei a areia em Fevereiro, fui buscar bebidas a nadar. Provei todas as margaritas que havia. Senti o sol a queimar-me a pele.
O regresso é chato, é. Mas mais chato ainda é encontrar, no dia seguinte, na bagageira do carro, a porcaria das sandálias que não sabia onde estavam quando as quis levar na mala!


Próxima paragem... # 4

Mas que fantasia é esta? É a fantasia de todos os que sonharam em partir um dia para conhecer o mundo porque quando tu sonhas em viajar tu sonhas com a diferença, sonhas com o que não conheces, sonhas com tudo o que é possível acontecer fora do ter quotidiano. Cada vez que regressas ao teu local de trabalho dia após dia sabes o que vais encontrar, cada vez que partes em viagem, não sabes o que vais encontrar; cada vez que partes em viagem, não sabes o que vais encontrar.
Gonçalo Cadilhe, Encontros Marcados

Próxima paragem... # 3

A boa notícia é que... Já está. A mala está feita. E espectáculo dos espectáculos, não ultrapassa o limite permitido. Ainda não é preciso sentar-me em cima dela para fechar. Portanto, o que é que isso significa? Que ainda posso levar este mundo e outro.
A má notícia é que...enquanto pensei e desenhei, horas a fio, na minha imaginação todas as peças de roupa e de calçado que queria levar, sempre pensei naquelas sandálias. Pois bem, elas desapareceram. Não estão em lado nenhum. Ou a casa tem um buraco ou elas esfumaram-se para o infinito.

Próxima paragem... # 2

Certo. Já gastei um ordenado inteiro na farmácia a comprar protectores solares de factor 250. E, como há muita comida estranha e bebida de manhã à noite, aproveitei e comprei mais umas cento e trinta e sete coisas que, nunca se sabe, podem fazer falta.
Agora, além de enfiar toda a roupa de verão dentro de uma mala minúscula, faltam os cremes, toda a tralha da casa de banho, todos os chinelos... Isto pode ser mais fácil do que eu penso, na medida em que vou levar tudo o que estiver à mão de semear aqui por casa. E, ainda assim, vai faltar qualquer coisa de extrema importância.
Falta ainda pintar as unhas dos pés. Uma pessoa nem quer meter os pés de fora, só pensa em meias e galochas, porque está frio e chuva, como é que me ia lembrar de pintar as unhas com antecedência?



Próxima paragem...

Quando eu disse 2014 ia ser diferente eu não estava a brincar. Este ano tenho que fazer coisas que nunca fiz. Tenho que começar a fazer coisas que queria muito e deixei para trás. Tenho que fazer outras coisas que nunca me lembrei. Tenho que fazer acontecer, acho que foi assim que eu disse.
No final, têm que ficar muitas boas recordações. Tenho que me lembrar de tudo isto como coisas boas e felizes. No final tenho que poder dizer este ano é que foi. E portanto, das coisas mais básicas às mais extravagantes...cá vou eu para mais cafés com as amigas, mais saídas à noite, pintar mais vezes as unhas, comprar vestidos novos. Comer melhor, fazer exercício. Mais concertos, mais viagens. Viagens. Isso vai ser a primeira coisa. México: estou a fazer as malas!

O que define os amigos

Quem escreve assim é porque tem deve ter um bom amigo. Um daqueles amigos. A melhor pessoa do mundo. Ficam as palavras de quem sabe:

"Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas. 

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta. 

Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c. 

Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser. "

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

Quem é que teve esta ideia? # 2

Hoje, caía granizo lá fora, e...surpresa das surpresas, levantei-me cedo e vesti-me... para ir ao ginásio. Na verdade, quando me levantei não fazia ideia de que estava a acontecer o apocalipse, caso contrário... 

Depois de levar, efectivamente, com algumas pedras nas trombas, lá fui, para a aula de "bunda". Sim. Isso. E o horror aconteceu. Um step e um colchão. Nada de bom podia acontecer a partir daqui. E salta, pé esquerdo no chão, e salta, pé direito no chão, e salta. Agachamento e salta, e são só... mais oito vezes! Mais quantas? O dilúvio não acontecia lá fora, o verdadeiro apocalipse acontecia ali. Eu sempre pensei que não transpirava, que era uma princesa, uma senhora! Quem é que teve esta ideia? Mas nada temam. Continuo a gostar das aulas. Acho até que posso ter gostado desta. Talvez um dia, quando me esquecer, venha a repetir!

A aula de "Dance" é, até agora, a minha preferida (uma vez que só fiz estas duas). Mas isso, era coisa que eu já previa, conhecendo como conheço a minha pessoa. É divertida, tem muito bom ritmo, faz-me rir e canso-me à mesma, apesar de parecer uma marioneta totalmente descoordenada, sem saber bem qual é a direita e qual é a esquerda!

Seguiu-se um bife de perú grelhado com salada, sopa e fruta. Já é hora do lanche?!

"Quem é que teve esta ideia?"

Eu não gosto de ginásio. Eu não gosto de máquinas que me causam dores ontem, hoje e amanhã. Eu não gosto de ficar de rabo impinado a fazer agachamentos. Eu não gosto de me esforçar porque a única coisa que consigo realmente muito bem são dores em músculos que antes desconhecia existirem.

Pois bem. 2014 está a fazer coisas estranhas. Não, não me digam que não é o ano que muda que são as pessoas e bla bla, porque eu não deixei de ser preguiçosa. Eu não deixei de reclamar. Eu não deixei de não gostar do ginásio. Eu inscrevi-me no ginásio e a primeira frase que disse quando de lá sai, no primeiro dia, foi "Quem é que teve esta ideia?"

O facto é que me transformei numa pequena orca. E isso, sim, muda qualquer ano, pessoa ou coisa! Mas continuo a não gostar das máquinas do ginásio, pelo que vou optar muito mais pelas aulas, que dessas sim eu gosto!

Agora mais do que não gostar do ginásio, eu odeio mesmo é o balneário. Lá dentro há pessoas magras. Super giras e boas. Facto que me obriga a vestir mais rápido do que a própria sombra para desaparecer dali. Mas odeio ainda mais uma coisa. Mais do que essas pessoazinhas, com as quais eu vou ficar irritantemente parecida (óbvio). Odeio o café do ginásio. O café do ginásio tem salame de chocolate!


Bom dia # 28


Para 2014...

Para 2014 preciso que as doze passas resultem. Preciso que o brinde seja de verdade e que resulte mesmo. Em 2014 há coisas que têm mesmo que acontecer.

Em 2014, tenho de parar de não saber onde meti as coisas. Tenho de parar de procurar um papel, às 07h da manhã, em todas as malas que usei na semana. Preciso de parar de procurar a lima das unhas pela casa inteira. Preciso de parar de procurar o gancho para o cabelo. Porque o papel não está em nenhuma mala, está em cima da mesa da sala. Porque a lima das unhas não está na casa de banho, está na cozinha e o gancho para prender a porcaria da franja está preso nalguma camisola, porque me lembrei, um dia, que podia fazer falta. Porque as coisas não estão perdidas, só estão onde não procuro. E preciso parar com isto. Parar com as pressas que me obrigam a deixar tudo em todo o lado.

Em 2014 preciso de projectos, de coisas que me façam pensar, de coisas que me façam agir. Em 2014 preciso parar de dizer que não sou capaz, porque eu sei que consigo. Nada é mágico, quem tem que tirar os coelhos da cartola sou eu e fazer acontecer. Em 2014 preciso acreditar nisso e ir. Fazer acontecer o que me apetecer.

Em 2014 preciso de outro cesto de roupa suja, porque o meu é muito pequeno, tem sempre roupa a sair por fora. Preciso de um ferro de engomar que funcione ao som da minha voz que lhe vai ordenar coisas, enquanto eu estou no sofá a ver a minha série preferida.

Em 2014 preciso de dormir sem horas para acordar (e depois disso, dormir a sesta). Preciso de fazer exercício porque faz bem. Preciso, muito, de viajar. De conhecer, de tirar fotos, a lugares a que nunca fui.

Em 2014 preciso parar de refilar. E de todas estas coisas e desejos que tenho para pedir quando comer as passas sei que esta é a única que não tem qualquer probabilidade de vir a acontecer. Eu vou continuar a sorrir todos os dias, a cantar no trabalho, a dançar sozinha em casa, a dizer piadas mesmo que ninguém entenda. Vou continuar bem-disposta, mas também vou chorar sempre que quiser e sem ninguém saber. E vou continuar a refilar. A reclamar de tudo o que não está bem. Se eu digo que não está é porque não está. Ou seja vou continuar insuportável, até para mim!

Para 2014 preciso que as doze passas resultem. Precisamos. Preciso que o brinde seja de verdade e que resulte mesmo. Precisamos. Em 2014 há coisas que têm mesmo que acontecer. Para todos. Que o vosso 2014 seja memorável de tão bom!



Natal de hoje # 4

A revista Tentações, que acompanha a Sábado, fez uma lista de coisas mesmo importantes e úteis que as pessoas deviam ter. Eu cá peguei nessas sugestões e reduzi a minha lista. Por esta ordem, isto dava-me mesmo jeito:


Removedor de graínhas de uvas: desde que me conheço que tenho que abrir o raio da uva ao meio, tirar a graínha, e só depois de repetir este processo 30 vezes é que, finalmente, como um cacho que uvas. Agora pensem!



Molas para emparelhar meias: Este aparelho é a última coca-cola do deserto. Meias juntinhas, unidas forever, vão para a máquina e saem de lá assim mesmo, amigas, conforme entraram. Já tinha dito que odeio dobrar meias?




Descascador de romãs: Nunca percebi como é que se come isto quanto mais como se descasca. Pois, dizem os senhores da Amazon que é só espetar com a romã em cima disto e pumba já está todos os gominhos (ou lá como se chamam) dentro da taça. Sem esforço. 



Despertador com tiro ao alvo: Preciso de explicar? 

 

Natal de hoje # 3

Conversas com um 'nerd' #1:

Ele: Vamos fazer uma coisa, tipo século XXI, criamos um ficheiro, em excel, com uma lista, partilhamos através do google drive e vamos actualizando...
Eu: Não podemos fazer uma coisa, tipo tradicional, escrevemos numa folha, colamos no frigorífico e vamos actualizando com uma caneta?!