Iberostar Paraíso del Mar e Paraíso Beach
Playa del Carmen
Quando começamos a sentir as dunas por baixo das rodas do imenso jipe percebemos que estávamos perto. E o que estava à nossa frente era o absoluto. A calma. O silêncio. A vista. O nada. Não há nada depois daquilo. Podemos andar km e tudo que se vê é igual para frente e para trás e o este e o oeste, e é apaixonante. A areia brilha ao pôr do sol. É das imagens mais bonitas de tão simples que é. É majestoso tomar um chá numa mesa pequena sentados num tapete que não se pode pisar calçado. Simplesmente sentir aquele ar. E aproveitar o nada.
E se ficasse por aqui estava eu contente da vida. A paragem para esticar as pernas foi numa aldeia perdida no tempo e no meio da montanha. Os aldeões juntam-se todos quando o autocarro pára. Mas… surpresa… até tem “estação de serviço”. Eu explico: tem um café que serve comida e chá e uma casinha pequena para a venda de recordações. É óbvio que fomos convidados a entrar e a pernoitar e a viver ali! Conversa puxa conversa e o senhor da loja disse-nos que tinha um irmão a viver na cidade para a qual íamos que fazia excursões ao deserto…nós até gostávamos de ir.
Quando chegamos a Ouazazate, imediamente assim que saímos do autocarro estavam duas pessoas à nossa espera, dizendo que nos levavam ao hotel no seu jipe. Já dentro do carro dos senhores exclamei “Lá estamos nós a seguir desconhecidos, outra vez. Dentro do carro deles e fechados!”
Mas não se criem ilusões,
Marrocos pode suscitar os maiores medos a que pensamos nunca estar sujeitos.
Porque estamos de férias e porque somos jovens e porque nunca nada de mal nos
acontece a nós e tal e coiso. A verdadeira experiência do medo senti-a aqui,
nesta cidade. Ao pedir uma informação sobre o hotel, um habitante da zona
disponibilizou-se para nos acompanhar. Que querido! Boa,
assim fica a saber onde vamos ficar alojados! Que coisa boa. Levou-nos por ruas pequeninas,
algumas até desertas, ao que parecia o hotel era longe da civilização, tipo no
fim do mundo! Quando começamos a pensar que segui-lo por caminhos estreitos e
escuros poderia não ser uma boa ideia disse-nos que estávamos muito perto e
voltar para trás (quando chegamos a um ponto em que todos os seus amigos nos
sorriam) já não era uma opção. Já bastante chateado com a nossa desconfiança
sobre as suas boas intenções deixou-nos hotel rapidamente e indignou-se com a
pequena quantia que lhe oferecemos. Só depois é que percebemos que o hotel
ficava bastante perto do centro e era de fácil acesso pela rua principal. Fomos
alvos de uma pequena brincadeira para ver se pagávamos o susto com uma quantia
elevada. Oh my God!
