Não tenho galochas nem gabardines e nunca ando com chapéu de chuva, portanto, não gosto de chuva.
Fire to rain
Se eu disser que gosto de chuva vocês acreditam?! É bom para a agricultura e por consequência para a economia nacional. Mas suja os carros, causa inundações, obriga a andar com a umbrella atrás, a calçar galochas e vestir gabardines.
Não tenho galochas nem gabardines e nunca ando com chapéu de chuva, portanto, não gosto de chuva.
Não tenho galochas nem gabardines e nunca ando com chapéu de chuva, portanto, não gosto de chuva.
Nada para calçar...
Há quem diga que não tem nada para vestir, a mim agora preocupa-me o facto de não ter nada para calçar.
Pronto, então é o seguinte, como eu vou estar a trabalhar no fim-de-semana e não posso ir à procura, se alguém por algum acaso da vida, os encontrar e, num momento de ternura, me quiser oferecer, eu aceito.
"Um dia"
“- Acho que o importante é fazer alguma diferença – disse ela. – Mudar realmente alguma coisa, percebes?
- O quê, tipo “mudar o mundo”, é isso?
- Não o mundo inteiro! Só aquele
bocadinho à tua volta.”
(Nicholls, 2009, pp.11)
Emma e Dexter eram amigos. Eram meio
namorados. Eram, bem, depois de terminar o “Um dia” de David Nicholls, e de ver o filme também, percebi
que eles eram mais que apaixonados, eram os melhores
amigos. Eles conhecem-se e apaixonam-se, ainda que sem saberem, em 1988, e só
voltam a estar juntos como casal longos anos depois. Durante os
vinte anos que separam estas datas, e que as páginas retratam, eles apenas se
encontram, conversam, trocam confidencias, sentem falta um do outro, são os
melhores amigos. A Em e o Dex, o Dex e a Em.
Não percebi, no início, a ideia, o
fundamento, o porquê da história se desenrolar sempre no mesmo dia de anos diferentes. Passava sempre um ano, e mais um e mais um. Pensei que se perdia a essência, que quando eu queria realmente
saber uma coisa, quando tinha entrado no centro da história, simplesmente o dia
15 de Julho acabava e passava para o mesmo dia do ano seguinte. (Este andamento torna-se bastante mais atractivo em formato filme.) Mas tudo acaba
por se justificar, mais tarde ou mais cedo, tudo se percebe e gostei,
afinal. Tinha mesmo que ser assim.
Fui com eles de viagem a várias cidades europeias. Fui com as inseguranças e incertezas destes dois jovens (de
meia-idade). Fui com eles nas suas tristes histórias de desamor e de tristeza,
de compaixão e culpa. Fui com eles na depressão e na fuga à realidade. Fui com eles nas quedas, na perda do sucesso. Entrei nas
brincadeiras, nos sarcasmos, nas ironias, nos sorrisos, na volta e reviravolta
das irregularidade da vida.
“- Dexter, eu amo-te tanto. Tanto, tanto
e provavelmente sempre hei-de amar. Os lábios dela tocaram-lhe a face. – Só que
já não gosto mais de ti, lamento.”
(Nicholls, 2009, p.225)
E no final, percebo que não
podemos esperar. Que a vida não chega, de facto. Foi esta a mensagem mais
importante que o David Nicholls me passou enquanto o li. São vinte
anos que passam na vida destas personagens que vão envelhecendo, que vão mudando, que vão aprendendo. A vida é muito efémera, tem muito pouco tempo. E o que passou,
passou. O tempo é este, é aqui e agora. Porque depois não há amanhã.
“Já não havia mais manhãs. Só havia as
manhãs seguintes”
(Nicholls, 2009, 202)
Bora fazer balões?!
Quem é que nunca mascou (que raio de verbo..."mascar", eu masco, tu mascas...) pastilhas gorila? Vá, cheguem-se à frente! Toda a gente já provou, não é? Mais, toda a gente já meteu mais do que uma na boca só para fazer um balão maior. E todos ficaram contentes quando surgiram as "super gorila", aquelas em tamanho xxl, pois, calculo!
Pronto, eram mesmo boas, apesar de perderem o sabor muito rapidamente, mas isso agora não interessa nada (onde é que eu já ouvi isto?). Havia vários sabores, dentro de caixas vermelhas, elas eram de todas as cores. Amarelas de banana, cor-de-laranja de laranja (a sério?!) cor-de-rosa de tutti-fruti, vermelhas de morango, era assim não era? E depois por dentro... traziam sempre um papelinho com um boneco qualquer (gorilas, claro!) e uma frase... normalmente o tal papelinho rasgava-se quando se abria o papel, facto que me fazia ter de abrir sempre com muito cuidado, pelos lados, tipo embrulho de natal, para sair na perfeição.
As gorilas estão de volta (talvez nunca tenham chegado mesmo a desaparecer). Vieram em força, mudaram a imagem, têm novos sabores, estão mais jovens e frescas que nem umas alfaces! Hoje li, na Exame, a história do nome, que eu desconhecia. Então é assim, corriam os anos 70 quando um dos fundadores da empresa chegou perto da filha e de uma amiga e lhes perguntou que nome davam a uma marca de pastilha. Foi a amiga, meio envergonhada, que soltou um "gorila" e depois... puf, 'bora' fazer balões?! Importa dizer que enquanto escrevo este texto acabo por constatar que quando eu nasci já elas eram muito vividas prestes a entrar na idade adulta, as meninas gorila tão crescidas que já estavam.
Quando eu era pequena, os meus avós tinham um café e maior lembrança que tenho das pastilhas gorila no meu universo infantil é precisamente o facto de poder tirar uma quando bem me apetecia!
Estilo havaiana no pé
Já é para andar à fresca? Sim? Ok, já se pode tirar as roupas giras de verão do armário (adoro esta parte do ano, em que parece que tudo é novo só porque já não visto à muito tempo). Mas sandálias e havainas nos pés? Já é para usar? Temo que os meus pés ainda fiquem algum tempo "armazenados". Aliás, os meus pés são a última coisa a ver-se, talvez lá para Junho eles e digam "oi" ao mundo. Ok, até posso não usar botas, claramente já lá vai a época, mas pés à mostra já?
Já vi em revistas a revolta das havaianas, muitas havainas, sempre as havainas, tipo raparigas na fase da adolescência, loucas para sair do armário, "leva-me, leva-me". São amarelas, cor-de-rosa, azuis, brancas. São com bolinhas, com estrelinhas, com riscas, com desenhos, com aplicações. Umas têm salto, outras uma fita à volta do tornozelo. Servem para a praia, servem para a cidade, servem para o campo... E para fritar ovos e fazer chamadas também servem? Elas são de todos os feitios, com bonecos e bonequinhos, ficam bem em qualquer roupa, dá um ar super 'fashion' e moderno e confortável. Tão giras, tão tudo, que até me irritam. Queria ter umas 53, com um compartimento especial só para elas no armário, mas eu não gosto de havainas.
Brinquedos de ontem e de hoje
Comprar uma prenda para as crianças de hoje é mais difícil do que escalar o Evereste. Ou é porque já têm, ou é que porque há muita oferta ou é porque são muito exigentes... Tentei comprar um jogo de tabuleiro mas deparei-me com o velho Pictionary em formato Wii. Ora vamos lá perguntar a uma criança se prefere desenhar num papel tradicional, sempre a mesma coisa, ou pintar numa espécie de quadro interactivo e ver o seu desenho na televisão? Hum, hum...
Hoje em dia há vários formatos do nosso (nosso!) Monopoly, ele é com cartão de crédito, ele é versão especial júnior, especial edição xpto, cidades do mundo, cidades nacionais, hotéis de 5 estrelas, eu sei lá, mas esses tabuleiros acabam por ser até mais caros do que os interactivos para playstations e derivados. Hoje, há trezentas edições do Party&Co, do Trivial Pursuit, do Cluedo... mas eles lá querem saber disso quando podem estar com um comando na mão!
Eu também tinha isso tudo, embora num formato bastante mais amador. Era qualquer coisa hoje considerada um primórdio de uma playstation numa época pré-histórica lá bem distante (a minha infância!). Naquela altura, era mesmo muito à frente, ok?! Afinal de contas, sou uma privilegiada, vivi o melhor dos dois mundos. Porque apesar disso ainda me lembro de quando andava para trás e para a frente com os nenucos, dando-lhe comida,de quando fazia casas para as barbies e de quando brincava às cabeleireiras. Nessa altura dedicava-me a meter rolos no cabelo de uma boneca, e como não tinha um secador de mise (como assim não tinha?!) metia-lhe um saco que ia dar ao mesmo! Cansava-me da brincadeira mais ou menos aí e ia brincar a outra coisa qualquer. (Ia dar com a boneca, dias depois, ainda com o tal saco o que significava que era hora de uma nova ida ao meu salão.)
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