"Titanic", the king of the world










Estreia hoje em formato 3D o "Titanic".
Como já aqui tinha dito não tenho especial apreço pelo 3D, precisamente porque há filmes em que não faz sentido nenhum. Neste caso, não sei, não vi, estreia hoje. Secalhar até é giro, dou o benefício da dúvida, mas não sei até que ponto iria eu às salas de cinema para ver um filme que já deu duas mil e quinhentas e vinte e seis vezes nas tardes de domingo na televisão. Eu já vi a repetição da repetição até ao ponto de mudar de canal. (Ok, ok há sempre alguma geração que ainda não viu!)

À dias li que a Kate Winslet quase tem vontade de vomitar quando ouve a música da Celine Dion que lhe deu a banda sonora. Segundo esse mesmo artigo a própria cantora dizia que o tema nunca a agradou muito. Eu sinceramente gosto e acho que lá calhou que nem ginjas.

É um grande filme, sim eu acho que é um grande filme com bons actores e boa banda sonora. À data de hoje ainda se fala dele e isso só pode querer dizer que foi bom. Gostei imenso e lembro-me da primeira vez que o vi. Era miúda e fui ver com duas amigas a uma sala de cinema "improvisada" aqui perto da zona onde moro. Mais tarde até tinha a VHS cá em casa e cheguei a ver. Depois na televisão. Mas agora, acho que até sei algumas falas de cor. (Quem que não se lembra do Jack a gritar "I'm the king of the world!" Hum, quem?).
Mas vê-lo de novo (e ao cinema) parece-me um pouco excessivo. Just saying!




E gostar de tudo...



As vezes ando pelo centro comercial, entro em lojas, saio de lojas e pumba não gosto de nada. Vejo as modas a passarem por mim como as motas na autoestrada... rápido, muito rápido.

Hoje sucedeu exactamente o contrário, entrei em lojas, saí de lojas e gostei de tudo (vá, de muitas coisas!). Não gosto de não gostar de nada, mas odeio, odeio mesmo gostar de tudo. Se pudesse comprar tudo o que me agradou hoje teria sido a desgraça, a ruína... o drama, o horror! E por isso mesmo não comprei nada. Nada!

Quando gosto de tudo fico indecisa. Não consigo escolher e portanto prefiro mil vezes não gostar de nada.
Talvez o fim-de-semana prolongado me ajude a reflectir e ponha à prova o meu lado que tanto apela ao consumo. Eu gosto mesmo de ajudar a economia nacional, mas muito me agradava que a economia nacional ajudasse a minha carteira. Uma vez por outra, para ser diferente.

Ai, como eu odeio gostar de tudo!

"Os maridos das outras"

Já diz o ditado que a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha!



A música está brilhantemente construída, cantada por um homem, capaz de reconhecer os erros da sua espécie, e dirigida, claramente, às mulheres, para que sejam também capazes de identificar os erros que cometem ao fazer juízos de valor sobre os "seus" homens. Em todo o caso, a música retrata de forma genial, não só os homens com todos os seus defeitos (sim, defeitos, inúmeros defeitos!) como também a extrema capacidade das mulheres para reclamar (sim, reclamamos, mas com razão! ['tá bem, as vezes sem razão, mas fica entre nós!]) daquilo que têm.

Homens: não deixem a roupa por arrumar, ponham a mesa, levem o carro, (...) ofereçam presentes, basicamente façam-nos as vontades todas, ok?!
Mulheres: se analisarmos bem a questão, o nosso homem é perfeito aos olhos das "outras", ou seja todas temos um marido da outra, portanto... sorriam!



À hora do lanche...


Com açúcar. Com chantilly. Com natas. Com chocolate.
Eu prefiro sem nada, mesmo ao natural, fresquinhos e doces.
E não têm muitas calorias. (Digo eu, para me convencer!)

"Uma aventura"

Ontem foi dia mundial do livro infanto-juvenil. Além da "Lua de Joana" e do "Harry Potter" (que comecei a conhecer aos 12 anos) o outro título que faz parte da minha juventude é "Uma aventura", colecção fantástica da Ana Maria Magalhães e da Isabel Alçada. E quem diria que já fez, o mês passado, 30 anos.

Lembro-me de começar a ler ainda pequena. No dia das compras nunca vinha do hipermercado sem ter cravado mais um livro aos meus pais. Primeiro era a Anita. Anita vai aqui...Anita vai acolá... mas depois a Anita foi com as outras e eu comecei a ler outras coisas.

A colecção "Uma Aventura" fascinava-me por causa do mistério, esse era o meu ingrediente preferido. E eu imaginava que podia fazer parte do grupo. Nós somos sempre alguém das histórias, era como ser uma das "Spice Girls" ou a amarela dos "Power Rangers" ou a navegante de Júpiter, das "Navegantes da Lua". Depois passei a ler Agatha Christie. E depois mais tarde o "O código Da Vinci". E depois "A fórmula de Deus". Porque o mistério está sempre lá... desde os tempos de "Uma Aventura".

A história da Teresa, da Luísa, do Chico, do Pedro e do João passou depois para uma série de televisão que ainda cheguei a ver e gostava, mas não era a mesma coisa. Depois ainda passou no cinema, mas isso eu não fui ver. Agora os livros, secalhar até voltava a ler... é que eu ainda não li todos!!!


Ana Maria Maria Magalhães recorda como tudo começou numa reportagem em vídeo feita pelo DN, vejam:
http://www.dn.pt/galerias/videos/?content_id=2396805&seccao=Artes

"Vai onde te leva o coração"



Já li este livro há muitos anos. Tantos que sou capaz de dizer que não tinha idade suficiente para compreender metade da essência das palavras lá gravadas. "Vai onde te leva o coração" de Susana Tamaro está, por isso, na lista dos livros a reler.
No entanto há uma passagem que hoje, particularmente, me faz sentido e por isso partilho.

"Sabes qual é o erro que cometemos sempre? Acreditar que a vida é imutável, que quando escolhemos um carril temos de o seguir até ao fim. Contudo, o destino tem muito mais imaginação do que nós. Precisamente quando se pensa que se está num beco sem saída quando se atinge o cúmulo do desespero, com a velocidade de uma rajada de vento, tudo se transforma e de um momento para o outro damos por nós a viver uma vida nova."


E eu acrescento:
Uma vida nova não é necessariamente uma coisa má. Depende da perspectiva. Depende de como se olha para o dia de amanhã, secalhar quem olha com olhos de derrotista precisa de uns óculos de optimismo. Uma vida nova pode ser uma coisa boa, se quisermos, se acreditarmos, mas sobretudo se lutarmos para que assim seja. Aceitar, a palavra certa é aceitar. E a sorrir, a atitude certa é sorrir.