Dilema bom


K and J em "Homens de Negro"


Passado, presente e futuro. Adoro filmes e séries que misturem isto tudo. Embrulha-me o cérebro, lá isso embrulha, mas eu gosto mesmo é de desembrulhar.
Homens de negro III, devo dizer que os outros já deram há tanto tempo que eu já nem me lembrava sequer se os tinha visto, quanto mais da história, tem enredo e agradou-me mais do que eu pensava. Não sou nada fã de "aliens" e pequenos monstros viscosos portanto passo bem sem eles no filme e prefiro centrar-me na questão principal da história.

Will Smith está muito bem. Tommy Lee Jones também. Ambos protagonizam momentos cómicos daqueles mesmo inteligentes. Eles são o J e o K! O que acontece é que o J do presente vai ter de salvar o K do passado para evitar a sua morte e a destruição da terra no futuro. Só que o K do passado não conhece o J do presente. É no passado que os dois vão perceber o que os liga nos presente e assim podem mudar o futuro. Pois, é assim mesmo! Valeu mesmo a pena ir ver.


Só que o universo tem centenas de ligações e os desfechos podem variar conforme ditam as nossas atitudes. K apenas lhe prometeu os segredos do universo, mas haverá segredos que o universo desconhece? Pelo menos é isso que diz o filme.
Eu, claro, não concordo mas isto sou só eu a divagar 'pra qui'. Para mim o que aconteceu no passado é sempre assim e pronto, por mais vezes que se lá volte a ordem das coisas terá de ser sempre a mesma. Ok, realidade se faz favor, volta!







Até à Rua Sésamo...



Tenho ligado a televisão antes das oito da manhã e na RTP2 está sempre a dar a alguma coisa parecida com a Rua Sésamo. Descobri que se chama "Abre-te Sésamo" e traz de volta o Egas e o Becas, o Gualter e outros tantos que nos animaram a infância. Qual é o objectivo? Meter os pais colados à televisão enquanto os filhos lhes preparam o pequeno-almoço para levarem para o trabalho?

Eu gostava muito de ver a Rua Sésamo antiga, via todos os dias, tinha todos os livros e discos (punha a tocar no gira-discos mas a geringonça estava sempre a encravar). Entretanto aproveito para dizer que nunca percebi porque é que no início o poupas amarelo era laranja (mas consegui ultrapassar bem isso!)

O genérico novo deixa muito a desejar, no entanto. Continuo a preferir o anterior que acho que ainda sei cantar.

 


Bocadinhos de férias II



E se eu não lhes chamasse férias e dissesse que foram uns dias de descanso?
Melides foi o destino escolhido para estes quatro dias. Gostamos muito de acampar e íamos para o parque de campismo da Galé, mas tudo fosse perfeito sem nada acontecer não seria nada normal... Estava cheio, havia um encontro qualquer de estudantes e voltamos recambiados. Ficamos noutro parque que não conhecíamos.

Correu tudo maravilhosamente bem se não contarmos com o facto de termos de andar anos para comprar o pão ou beber café, mais dois séculos para comprar protector solar (que entretanto acabou), mais dois mil e quinhentos anos para comprar, de emergência, algo para as melgas, é que enquanto nós tentávamos jantar elas também nos tentavam jantar a nós! Basicamente, o parque não tinha lá nada perto sendo que todas as deslocações eram feitas à custa da gasolina.
Fora esses muitos problemas foram dias de muito sol na face, é que apesar de estar uma ventania dos diabos, junto do para-vento estava um calorzinho tal e qual México, mergulhos, muita leitura e principalmente descanso. "Não Fazer Nada" é uma actividade para a qual eu tenho bastante jeito.

E agora que estes dias acabaram nada melhor do que começar já a planear os próximos (que não estão assim tão longe quanto isso.) Além da tarefa "Não Fazer Nada" também tenho uma aptidão acima da média para planear férias: locais a visitar, passeios, praias onde dar mergulhos, essas coisas chatas. Sim, faço isso bastante bem.


Bocadinhos de férias


Life change as in an instant


"Os normais acordavam sempre da mesma maneira. Reclamavam do mesmo modo. Irritavam-se da mesma forma. Insultavam com as mesmas palavras. Cumprimentavam os íntimos de um modo igual. Davam as mesmas respostas para os mesmos problemas. Expressavam o mesmo humor em casa e no trabalho. Tinham as mesmas reacções diante das mesmas circunstâncias. Davam presentes nas mesmas datas. Enfim, tinham uma rotina estafante e previsível, que se tornava uma fonte de excelência para a ansiedade, a angústia, o vazio e o enfado"
                                                                                                                                                                (O vendedor de sonhos, Augusto Cury)

Se os normais são os deprimidos, onde estão os especiais?
Os portugueses estão tristes, estão infelizes, desanimados com a vida. Pudera a austeridade não dá tréguas. Mas poderá isto servir de desculpa para não ser feliz? Sim e não. Nada disto é 100% correcto e nem é assim tão linear. Mas eu quero ser especial.

É bastante mais fácil criticar, dizer mal, apontar coisas erradas. É bastante mais fácil explodir, reclamar. É mais difícil ter coragem, é mais difícil dizer "gosto de ti", é naturalmente mais difícil ser optimista. E por isso é que os resultados do relatório da OCDE dizem que os portugueses não estão satisfeitos com a vida.
Eu percebo. Há uma linha que separa (onde é que eu já ouvi isto?) o que eu quero ser do que eu não quero. O que eu quero ter do que eu não quero. E às vezes é complicado não pisar essa linha, e todos temos pedaços bons e maus e por isso mesmo, para o bem e para o mal... life change as in an instant!