Lá no mundo dos humanos, trabalha-se o dia inteiro, é-se escravo do dinheiro. Mas no mar a vida é boa, vive-se à toa...até a a lesminha sai da conchinha e vai dançar! Sebastião, vem-me buscar. Agora.
"...Ariel, escute aqui, o mundo humano é uma bagunça. A vida submarina é muito melhor do que tudo o que eles têm lá!
O fruto do meu vizinho
Parece melhor que o meu
Seu sonho de ir lá em cima
Eu creio que é engano seu
Você tem aqui no fundo
Conforto até demais
É tão belo o nosso mundo
O que é que você quer mais?
Onde eu nasci, onde eu cresci
É mais molhado
eu sou vidrado por tudo aqui
Lá se trabalha o dia inteiro
Lá são escravos do dinheiro
A vida é boa, eu vivo à toa
Onde eu nasci
Um peixe vive contente
Aqui debaixo do mar
E o peixe que vai pra terra
Não sabe onde vai parar
Às vezes vai pra um aquário
O que não é ruim de fato
Mas quando o homem tem fome
O peixe vai para o prato
Vou lhe contar, aqui no mar
Ninguém nos segue, nem nos persegue pra nos fritar
A praia da Marinha foi a melhor do Verão. Fica em Armação de Pêra. Para lá chegar é preciso descer uma escadaria gigante, mas vale bem a pena.
Há duas pequenas praias. Ou melhor, dois pequenos pedaços de areia. E para passar de um lado para o outro é necessário ir a nadar. Nesta praia, há visitas guiadas às grutas mas eu...preferi descobrir sozinha...
Pois, eu bem disse no post anterior que este desastre tinha acontecido!
Algarve. O sítio onde há tudo. Há sol, areia e mar. Há descanso. Há noites animadas. Há pessoas, movimento, sons e luz. Há piscinas, onde se anda de escorrega com os braços nos ar. E há bolas de berlim mais baratas do que cá em Lisboa...
O primeiro dia foi na Meia Praia, em Lagos.
O destino era Armação de Pêra. A praia estava um bocado lotada. Os senhores das toalhas ao lado (e a toda a volta) conseguiam ler o meu livro e eu ia sabendo através das revistas deles as últimas notícias cor-de-rosa. Mas tudo bem! Não sou egoísta e conseguimos partilhar amigavelmente. Estive quase para lhes perguntar se queriam da minha fruta...
Depois do almoço, a praia era quase fantasma. Havia toalhas, havia chapéus, cadeiras e tudo, mas não havia pessoas. Nem espaço.