O regresso deixa sempre um buraco um bocado pesado. De saudades de lá estar e de querer conhecer mais e aproveitar mais. Mas o regresso também deixa a sensação de ter ido. E ter sido muito bom. Deixa a sensação de que tudo foi bem vivido, bem gozado. Conheci sítios diferentes do outro lado do atlântico. Uma cultura completamente à parte. Pessoas, lugares, histórias... Ri-me muito e dancei. Pisei a areia em Fevereiro, fui buscar bebidas a nadar. Provei todas as margaritas que havia. Senti o sol a queimar-me a pele.
O regresso é chato, é. Mas mais chato ainda é encontrar, no dia seguinte, na bagageira do carro, a porcaria das sandálias que não sabia onde estavam quando as quis levar na mala!
Próxima paragem... # 4
Mas que fantasia é esta? É a fantasia de todos os que sonharam em partir um dia para conhecer o mundo porque quando tu sonhas em viajar tu sonhas com a diferença, sonhas com o que não conheces, sonhas com tudo o que é possível acontecer fora do ter quotidiano. Cada vez que regressas ao teu local de trabalho dia após dia sabes o que vais encontrar, cada vez que partes em viagem, não sabes o que vais encontrar; cada vez que partes em viagem, não sabes o que vais encontrar.
Gonçalo Cadilhe, Encontros Marcados
Próxima paragem... # 3
A boa notícia é que... Já está. A mala está feita. E espectáculo dos espectáculos, não ultrapassa o limite permitido. Ainda não é preciso sentar-me em cima dela para fechar. Portanto, o que é que isso significa? Que ainda posso levar este mundo e outro.
A má notícia é que...enquanto pensei e desenhei, horas a fio, na minha imaginação todas as peças de roupa e de calçado que queria levar, sempre pensei naquelas sandálias. Pois bem, elas desapareceram. Não estão em lado nenhum. Ou a casa tem um buraco ou elas esfumaram-se para o infinito.
A má notícia é que...enquanto pensei e desenhei, horas a fio, na minha imaginação todas as peças de roupa e de calçado que queria levar, sempre pensei naquelas sandálias. Pois bem, elas desapareceram. Não estão em lado nenhum. Ou a casa tem um buraco ou elas esfumaram-se para o infinito.
Próxima paragem... # 2
Certo. Já gastei um ordenado inteiro na farmácia a comprar protectores solares de factor 250. E, como há muita comida estranha e bebida de manhã à noite, aproveitei e comprei mais umas cento e trinta e sete coisas que, nunca se sabe, podem fazer falta.
Agora, além de enfiar toda a roupa de verão dentro de uma mala minúscula, faltam os cremes, toda a tralha da casa de banho, todos os chinelos... Isto pode ser mais fácil do que eu penso, na medida em que vou levar tudo o que estiver à mão de semear aqui por casa. E, ainda assim, vai faltar qualquer coisa de extrema importância.
Falta ainda pintar as unhas dos pés. Uma pessoa nem quer meter os pés de fora, só pensa em meias e galochas, porque está frio e chuva, como é que me ia lembrar de pintar as unhas com antecedência?
Agora, além de enfiar toda a roupa de verão dentro de uma mala minúscula, faltam os cremes, toda a tralha da casa de banho, todos os chinelos... Isto pode ser mais fácil do que eu penso, na medida em que vou levar tudo o que estiver à mão de semear aqui por casa. E, ainda assim, vai faltar qualquer coisa de extrema importância.
Falta ainda pintar as unhas dos pés. Uma pessoa nem quer meter os pés de fora, só pensa em meias e galochas, porque está frio e chuva, como é que me ia lembrar de pintar as unhas com antecedência?
Próxima paragem...
Quando eu disse 2014 ia ser diferente eu não estava a brincar. Este ano tenho que fazer coisas que nunca fiz. Tenho que começar a fazer coisas que queria muito e deixei para trás. Tenho que fazer outras coisas que nunca me lembrei. Tenho que fazer acontecer, acho que foi assim que eu disse.
No final, têm que ficar muitas boas recordações. Tenho que me lembrar de tudo isto como coisas boas e felizes. No final tenho que poder dizer este ano é que foi. E portanto, das coisas mais básicas às mais extravagantes...cá vou eu para mais cafés com as amigas, mais saídas à noite, pintar mais vezes as unhas, comprar vestidos novos. Comer melhor, fazer exercício. Mais concertos, mais viagens. Viagens. Isso vai ser a primeira coisa. México: estou a fazer as malas!
No final, têm que ficar muitas boas recordações. Tenho que me lembrar de tudo isto como coisas boas e felizes. No final tenho que poder dizer este ano é que foi. E portanto, das coisas mais básicas às mais extravagantes...cá vou eu para mais cafés com as amigas, mais saídas à noite, pintar mais vezes as unhas, comprar vestidos novos. Comer melhor, fazer exercício. Mais concertos, mais viagens. Viagens. Isso vai ser a primeira coisa. México: estou a fazer as malas!
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