O que pode acontecer num segundo?
Partiu-se. E acabei de fazer. Era bonito. Demorou horas e depois num só segundo parte-se.
Era de manhã e estava atrasada. Procurei o colar que queria e escolhi o de missangas, novo, que fiz ontem. E partiu-se. Todos os males da minha vida fossem ter mil pedrinhas, minúsculas, espalhadas pelo chão, às sete da manhã. Ri-me. E deixei-as lá todas. Hoje vou sem colar, estou atrasada!
O "desafio 642" foi proposto pela Catarina, do blog Dias de uma Princesa. E todos podem escrever também.
Quem é que teve esta ideia # 8
Cenário antes das férias:
Penso em pôr uns calções de desporto na mala para fazer exercício na praia. Não, uns calções não, dois! Até fui gastar fortunas em roupa de desporto novas e giras para levar para as férias, para ir fazer exercício ao fim do dia, depois de enfardar uma bola de Berlim. Não, na verdade, antes de enfardar a bola, porque eu funciono um pouco como o burro atrás da cenoura e seria muito mais fácil correr com o pensamento na bola que ia comer a seguir. Talvez até pudesse ser de chocolate.
Não cabe nada na mala, quanto mais a roupa de desporto. E os ténis, pior ainda. Não, mas é preciso manter o espírito e de certeza que vai ser preciso.
Certamente que vamos comer muito bem, peixe grelhado e bifes grelhados, bastante salada...porque afinal é isso que sabe bem com o calor que vai estar (isso e as bolas de berlim)...
Cenário durante as férias:
De manhã é impossível ir correr. Tenho demasiado sono. Quanto à comida, quer dizer...estamos de férias não é? Uns croassants para pequeno-almoço iam mesmo a calhar...
De tarde, é tempo de aproveitar o sol e depois está calor faz falta ir dar um mergulho. Beber um café com um quadrado de chocolate também não deve fazer mal e afinal estamos de férias!
Ao fim do dia há aquela 'sunset party' muito gira em Vilamoura, não vai dar para ir correr agora a essa hora.
À noite... jantar e sobremesa... ir beber um copo com amigos... afinal férias são férias!
Não deu tempo para fazer exercício... hoje, nem ontem. Talvez amanhã...
Cenário depois das férias:
Devia ter feito exercício nas férias...
Penso em pôr uns calções de desporto na mala para fazer exercício na praia. Não, uns calções não, dois! Até fui gastar fortunas em roupa de desporto novas e giras para levar para as férias, para ir fazer exercício ao fim do dia, depois de enfardar uma bola de Berlim. Não, na verdade, antes de enfardar a bola, porque eu funciono um pouco como o burro atrás da cenoura e seria muito mais fácil correr com o pensamento na bola que ia comer a seguir. Talvez até pudesse ser de chocolate.
Não cabe nada na mala, quanto mais a roupa de desporto. E os ténis, pior ainda. Não, mas é preciso manter o espírito e de certeza que vai ser preciso.
Certamente que vamos comer muito bem, peixe grelhado e bifes grelhados, bastante salada...porque afinal é isso que sabe bem com o calor que vai estar (isso e as bolas de berlim)...
Cenário durante as férias:
De manhã é impossível ir correr. Tenho demasiado sono. Quanto à comida, quer dizer...estamos de férias não é? Uns croassants para pequeno-almoço iam mesmo a calhar...
De tarde, é tempo de aproveitar o sol e depois está calor faz falta ir dar um mergulho. Beber um café com um quadrado de chocolate também não deve fazer mal e afinal estamos de férias!
Ao fim do dia há aquela 'sunset party' muito gira em Vilamoura, não vai dar para ir correr agora a essa hora.
À noite... jantar e sobremesa... ir beber um copo com amigos... afinal férias são férias!
Não deu tempo para fazer exercício... hoje, nem ontem. Talvez amanhã...
Cenário depois das férias:
Devia ter feito exercício nas férias...
Revenge: what goes around cames around
"Amanda Clarke is no longer exists".
Amanda Clarke é agora Emily Thorne. E voltou para se vingar. Mas esta não é uma vingança qualquer. É uma vingança em grande estilo. A mente humana é capaz das piores coisas.
Gosto de ver séries assim, com história até ao infinito. Com histórias que eu vou tentando adivinhar quando não estou a perceber nada.
Gosto de começar a ver séries quando já deram muitos episódios, pois assim não tenho que esperar semanas até ver o próximo, mas ver vários de seguida. Só não gosto de ter que me segurar para ir procurar na net o que vai o que vai acontecer a seguir...
Ainda vou no princípio da história. Concordo que a Emily terá motivos para se vingar de algumas pessoas pelo que aconteceu no passado, de algumas até mesmo do que está a acontecer no presente. A única coisa capaz de afastar Emily (ou Amanda) da sua missão de vingança são os sentimentos. Ela teve demasiado tempo a preparar-se e afastar-se de qualquer tipo de sentimento. E esse pode ser o seu verdadeiro problema. Emily esteve demasiado tempo sem sentir.
When I was a little girl, my understanding of revenge was as simple as the Sunday school proverbs it hid behind. Neat little morality slogans like “do unto other,” and “two wrongs don’t make a right.” But two wrongs can never make a right. Because two wrongs can never equal each other. For the truly wronged, real satisfaction can only be found in one of two places… Absolute forgiveness or mortal vindication. This is not a story about forgiveness.
Relacionados:
- Once Upon a Time
- The Vampire Diaries
- Touch
- Grey's Anatomy
Home Sweet Home # 15
Eu a fazer grelos, com um ar enojado, para ele levar para o almoço, faço a seguinte observação:
- Realmente, as verduras são todas iguais. Eu não sabia que isto eram grelos. São iguais aos espinafres e à nabiça!
- Mas sabem diferente. Uma coisa que tu nunca vais saber!
Mas tem alguma graça? É tudo verde e é tudo folhas. Deve saber diferente, deve...
- Realmente, as verduras são todas iguais. Eu não sabia que isto eram grelos. São iguais aos espinafres e à nabiça!
- Mas sabem diferente. Uma coisa que tu nunca vais saber!
Mas tem alguma graça? É tudo verde e é tudo folhas. Deve saber diferente, deve...
Peter Pan
Fiz uma lista de coisas a fazer antes dos 25. Acho que não mereço o fardo de não ter conseguido realizar nenhuma antes dos 27.
Mas o pior, o pior não é isso. O pior não é não ter feito o InterRail antes dos 25 (e ser bastante mais caro agora, depois dos 27). O pior não é não ter conseguido sair de saltos duas noites seguidas (nem mesmo não ter conseguido sair duas noites seguidas!).
Sim, o síndrome do Peter Pan começa a afectar-me. O menino que não queria crescer. Na verdade, quando fiz esta lista não sabia que os 25 eram uma boa idade para parar de fazer listas e começar a cumprir os seus itens... Andei à procura do caminho para a Terra do Nunca. Não o encontrei. O Peter Pan também deve ter feito uma, mas não cresceu para a concretizar. Vou deitar fora a lista.
O pior de tudo não é nada disso. O pior de tudo é que antes dos 25 achamos que ainda falta muito para tudo. A meta que coloquei para provar os brócolos aproxima-se mais rápido do que pensei naquele momento em que fiz a malfadada lista, e isso, sim, é que é o pior de tudo.
(Talvez fique mais lá para os 35...)
Mas o pior, o pior não é isso. O pior não é não ter feito o InterRail antes dos 25 (e ser bastante mais caro agora, depois dos 27). O pior não é não ter conseguido sair de saltos duas noites seguidas (nem mesmo não ter conseguido sair duas noites seguidas!).
Sim, o síndrome do Peter Pan começa a afectar-me. O menino que não queria crescer. Na verdade, quando fiz esta lista não sabia que os 25 eram uma boa idade para parar de fazer listas e começar a cumprir os seus itens... Andei à procura do caminho para a Terra do Nunca. Não o encontrei. O Peter Pan também deve ter feito uma, mas não cresceu para a concretizar. Vou deitar fora a lista.
O pior de tudo não é nada disso. O pior de tudo é que antes dos 25 achamos que ainda falta muito para tudo. A meta que coloquei para provar os brócolos aproxima-se mais rápido do que pensei naquele momento em que fiz a malfadada lista, e isso, sim, é que é o pior de tudo.
(Talvez fique mais lá para os 35...)
Home Sweet Home # 14
Pão, fiambre, queijo, iogurtes, gel de banho, shampoo, guardanapos, ect.
Eu fiz a lista. Ele foi às compras.
Eu fui trabalhar e ele liga-me.
- Shampoo?
- Sim. Shampoo. (A criatura não o que é shampoo?)
- Isso é o pânico para um homem. Não escreveste qual é o shampoo que queres!!!
Que falha. Disse, então, o nome. A cor. O tamanho. As características todas necessárias para reparar o meu terrível erro e assim, ajudar na compra do shampoo certo.
- Se não for este...vais usar à mesma!
Eu fiz a lista. Ele foi às compras.
Eu fui trabalhar e ele liga-me.
- Shampoo?
- Sim. Shampoo. (A criatura não o que é shampoo?)
- Isso é o pânico para um homem. Não escreveste qual é o shampoo que queres!!!
Que falha. Disse, então, o nome. A cor. O tamanho. As características todas necessárias para reparar o meu terrível erro e assim, ajudar na compra do shampoo certo.
- Se não for este...vais usar à mesma!
Era só metade...
Qual será a minha parte?
Fácil!
Massa de pizza continente, molho de tomate, tomate às rodelas, courgette, fiambre, mortadela, cogumelos, espinafres (numa metade definida ao centímetro!), ananás e queijo.
Rock in rio!
Não estava previsto ir ao rock in rio este ano.
Mas lá fui. Com o passar dos anos as coisas vão mudando. E não havendo brindes a dar simplesmente por dar, não me meti nas filas para fazer figuras tristes por um chapéu ou uma fita no cabelo. O que é que se passa comigo?!
Acabei por ficar surpreendida com as actuações que vi.
Aurea e Boss AC foram engraçados. Gosto de ver concertos ainda com sol. Ela dava uns toques nas músicas dele, o que acabava por ter uma certa piada, mas ele nem sequer se atrevia a coçar-lhe as costas :)
Robbie Williams foi uma surpresa também. Gostei do show dele, da interacção com o públco e sobretudo do seu humor. Robbie disse-nos que comeu imenso chocolate e pediu-nos para lhe dizer que não fique gordo again!
Não fiquei para ver Ivete Sangalo. Ok, o que é se passa comigo?!
Nota mental: não voltar a ir ao rock in rio depois do ginásio e assim conseguir levantar os braços e bater palmas aos artistas!
Brand New Me
It's been a while
I'm not who I was before
You look surprised
Your words don't burn me anymore
Been meaning to tell you but I guess it's clear to see
Don't be mad, it's just a brand new kind of me
Can't be bad
I found a brand new kind of free
Quem é que teve esta ideia? # 7
Quando experimentei fazer yoga, a senhora pediu-me para fazer de árvore. Disse-me para levantar a perna direita e cola-la à esquerda fazendo um triângulo e apoiando-me só na perna esquerda. Disse-me para levantar os braços e juntar as mãos. Se me desequilibrasse, como é óbvio que aconteceu, não havia problema, porque as árvores balançam com o vento.
A calma irrita-me. Mas aquela calma, intensificada com aquela música, não me irritou...fez-me rir. As pessoas estavam a levitar à minha volta. Estavam sempre de olhos fechados e muito tranquilas. Se eu fechasse os olhos por mais de dois minutos estava capaz de adormecer. Eu não sou zen, não sou tranquila, nem calma. Mas se pedem que relaxe, muito bem, adormeço. Naquele dia, fiquei de olhos abertos a apreciar as pessoas a serem zen.
Não contente com esta tragédia, resolvi ir experimentar pilates. E mal meto um pé dentro da sala vejo os colchões já no chão. E ouço a música. Ouço aquela música e todo um plano se começa a delinear na minha mente. Hora da sesta?
Deitei-me de barriga para baixo e levantei as pernas e os braços a alguns centímetros do chão.Mesmo que tudo á minha volta me fizesse rir, achei que ia morrer de dores. E no dia seguinte tinha dores nos abdominais. A senhora disse as palavras mágicas. "Devagar" e "Relaxem". São capazes de ser as duas palavras que mais gosto no ginásio. As duas conjugadas na mesma frase então é o apogeu.
Percebi, finalmente, que a filosofia oriental não é para mim. Dizem que é uma coisa que vem com a idade.
A calma irrita-me. Mas aquela calma, intensificada com aquela música, não me irritou...fez-me rir. As pessoas estavam a levitar à minha volta. Estavam sempre de olhos fechados e muito tranquilas. Se eu fechasse os olhos por mais de dois minutos estava capaz de adormecer. Eu não sou zen, não sou tranquila, nem calma. Mas se pedem que relaxe, muito bem, adormeço. Naquele dia, fiquei de olhos abertos a apreciar as pessoas a serem zen.
Não contente com esta tragédia, resolvi ir experimentar pilates. E mal meto um pé dentro da sala vejo os colchões já no chão. E ouço a música. Ouço aquela música e todo um plano se começa a delinear na minha mente. Hora da sesta?
Deitei-me de barriga para baixo e levantei as pernas e os braços a alguns centímetros do chão.Mesmo que tudo á minha volta me fizesse rir, achei que ia morrer de dores. E no dia seguinte tinha dores nos abdominais. A senhora disse as palavras mágicas. "Devagar" e "Relaxem". São capazes de ser as duas palavras que mais gosto no ginásio. As duas conjugadas na mesma frase então é o apogeu.
Percebi, finalmente, que a filosofia oriental não é para mim. Dizem que é uma coisa que vem com a idade.
Gelatina com iogurte
Adoro gelatina.
Adoro pudim.
Pimba, juntei os dois.
É fazer tudo como se fosse gelatina, mas em vez da água fria, no final, juntar iogurtes naturais.
Tcharaaaan.
Receita original aqui
Conversas com um nerd # 2
Depois do jantar, ele diz:
- Vá, vamos ligar a aplicação.
- Qual aplicação? Vamos ver o The voice.
- Não. Vamos ver o Rising Star.
Nerd que é nerd quer ver televisão, estar no computador e no telemóvel, tudo ao mesmo tempo e ainda votar no programa.
Nerd que é nerd entusiasma-se com a aplicação e por poder participar no programa.
Nerd que é nerd analisa se a aplicação está a funcionar bem ou não, se está lenta, se é gira...
E eu, do outro lado do sofá, agarrada ao tablet, com dúvidas, sobre estas coisas das aplicações.
E eu, do outro lado do sofá, a analisar as roupas que eles vestem.
E eu, do outro lado do sofá, a votar para os concorrentes não passarem e eles passam. Não ligam nenhuma à minha opinião.
- Mas agora vais votar todos "não", só porque estás chateada?
- Vá, vamos ligar a aplicação.
- Qual aplicação? Vamos ver o The voice.
- Não. Vamos ver o Rising Star.
Nerd que é nerd quer ver televisão, estar no computador e no telemóvel, tudo ao mesmo tempo e ainda votar no programa.
Nerd que é nerd entusiasma-se com a aplicação e por poder participar no programa.
Nerd que é nerd analisa se a aplicação está a funcionar bem ou não, se está lenta, se é gira...
E eu, do outro lado do sofá, agarrada ao tablet, com dúvidas, sobre estas coisas das aplicações.
E eu, do outro lado do sofá, a analisar as roupas que eles vestem.
E eu, do outro lado do sofá, a votar para os concorrentes não passarem e eles passam. Não ligam nenhuma à minha opinião.
- Mas agora vais votar todos "não", só porque estás chateada?
O drama chamado unhas
Eu é que arranjo sempre as minhas unhas em casa. Mas acontecem-me coisas estranhas como bater com a unha acabada de pintar na maçaneta da porta. Ou precisar imenso de vestir um casaco e roçar com as unhas na manga. Ou ter comichão na perna. Ou vontade de ir à casa de banho. Ou adormecer e acordar com as unhas às riscas. Também acontece frequentemente o verniz sair depois do banho ou riscar a unha com caneta quando estou a escrever (não sei como esta última acontece, não sei mesmo!)
Por tudo isto e com a agravante de as minhas unhas se partirem enquanto faço a cama, decidi pagar para alguém me resolver isto.
Mas...
Pareceu-me boa ideia depois de ir fazer as unhas vir para casa fazer sopa. Logo eu que quando corto legumes é raro ficar com os dedos inteiros, quanto mais manter as unhas intactas.
De seguida reparei na loiça que ficou suja. Obrigada máquina de lavar.
Por tudo isto e com a agravante de as minhas unhas se partirem enquanto faço a cama, decidi pagar para alguém me resolver isto.
Mas...
Pareceu-me boa ideia depois de ir fazer as unhas vir para casa fazer sopa. Logo eu que quando corto legumes é raro ficar com os dedos inteiros, quanto mais manter as unhas intactas.
De seguida reparei na loiça que ficou suja. Obrigada máquina de lavar.
Cortar o cabelo, dói.
O meu cabelo está sempre do mesmo tamanho porque sempre que as pontas começam a ficar feias (vulgo espigadas) é hora de cortar. E então é sempre vira o disco e toca o mesmo. Ficam feias, corto, cresce e as pontas ficam feias e...corto. E é este o ciclo da minha vida capilar.
A minha pior decisão começa largos dias antes. E está sempre entre cortar o equivalente a três ou quatro dedos. É um drama. Hoje tinha decidido cortar quatro. Já na cabeleireira, começam a dar-me os nervos. Vejo as revistas e quero fazer imensos cortes, mas volto à realidade quando me dizem "pode passar ali para a lavagem", e volto a pensar em "três ou quatro dedos", analisando já o tamanho da mão da senhora que se vai encarregar de me deixar de nervos em franja. Ou, melhor, sem franja.
Durante os largos minutos em que estou sentada na cadeira da morte, passo o tempo a imaginar o que se passa lá atrás. O que é que aquela tesoura maligna estará a fazer? De certeza que não está a fazer nada do que lhe pedi.
Quando eu era pequena a minha avó e a minha mãe costumavam acenar à senhora para me cortar mais, mais e mais, muito mais do que aquilo que eu tinha pedido. Acho que nasceu um trauma.
Nessa altura, eu quis ser cabeleireira. Brincava sempre com a mesma boneca a quem metia rolos e depois um saco na cabeça, a fazer de secador (daqueles esquisitos que há nos salões de beleza). Só me voltava a lembrar dela dias depois. Foi nessa altura que pensei que não, o meu futuro não passava por torturar as pessoas.
Hoje, os quatro dedos da senhora não eram equivalentes aos meus quatro dedos. De modo que resolvi indicar "são três dedos" e acrescentar, para não haver mal entendidos, "é só mesmo para cortar as pontas!".
Cortar o cabelo cansa-me. Cortar o cabelo dói-me.
A minha pior decisão começa largos dias antes. E está sempre entre cortar o equivalente a três ou quatro dedos. É um drama. Hoje tinha decidido cortar quatro. Já na cabeleireira, começam a dar-me os nervos. Vejo as revistas e quero fazer imensos cortes, mas volto à realidade quando me dizem "pode passar ali para a lavagem", e volto a pensar em "três ou quatro dedos", analisando já o tamanho da mão da senhora que se vai encarregar de me deixar de nervos em franja. Ou, melhor, sem franja.
Durante os largos minutos em que estou sentada na cadeira da morte, passo o tempo a imaginar o que se passa lá atrás. O que é que aquela tesoura maligna estará a fazer? De certeza que não está a fazer nada do que lhe pedi.
Quando eu era pequena a minha avó e a minha mãe costumavam acenar à senhora para me cortar mais, mais e mais, muito mais do que aquilo que eu tinha pedido. Acho que nasceu um trauma.
Nessa altura, eu quis ser cabeleireira. Brincava sempre com a mesma boneca a quem metia rolos e depois um saco na cabeça, a fazer de secador (daqueles esquisitos que há nos salões de beleza). Só me voltava a lembrar dela dias depois. Foi nessa altura que pensei que não, o meu futuro não passava por torturar as pessoas.
Hoje, os quatro dedos da senhora não eram equivalentes aos meus quatro dedos. De modo que resolvi indicar "são três dedos" e acrescentar, para não haver mal entendidos, "é só mesmo para cortar as pontas!".
Cortar o cabelo cansa-me. Cortar o cabelo dói-me.
Até onde vais com cinco euros?
Cinco pessoas. Cinco euros. Uma viagem feita por um grupo de aventureiros que querem procurar a essência de um país de forma diferente. Uma viagem... a Portugal.
O lema destes cinco amigos podia ser "querer é poder". Mas não. O nosso grande objectivo, para além de uma experiência única de vida, é desenvolver um roteiro alternativo que destaque este Portugal mais rural, de uma beleza imensa e de um sentido genuíno. Cinco estudantes em Idanha-a-Nova partiram de Mação numa aventura pelo país adentro.
Até onde vais com cinco euros? "Não vais longe", diriam algumas pessoas. "Não vais a lado nenhum", diriam os mais extremistas". Este grupo acreditou, e com cinco euros foi muito, muito longe!
De uma conversa ocasional surgiu a ideia de partirem e foi durante o mês de Fevereiro, num intervalo das aulas que se fizeram à estrada. Numa carrinha cedida pela West Coast Campers, levaram as mochilas e cada um...cinco euros no bolso. Partiram com uma enorme vontade de descortinar o desconhecido e de abrir mentalidades. Acreditam na velha premissa que o dinheiro não é tudo e tentaram provar isso mesmo, a eles e aos outros. Aliaram assim um roteiro por terras lusas, daqueles que não vêm nos mapas, à solidariedade. Apenas procurámos ajudar pessoas e instituições, destacado o seu papel na sociedade, em troca de alimentação, alojamento ou combustível. Todo este projecto se baseia numa troca. Fazer um intercâmbio entre meios rurais e urbanos, trocar serviços por ajudas não monetárias.
Definido o projecto, a primeira paragem foi Lisboa. Mas evitaram os trilhos turísticos. Pararam numa casa de Fados e quando explicaram a ideia que os ali levava tiveram um belo jantar lisboeta. Em troca serviram às mesas e trabalharam na cozinha. Procuramos numa altura de crise viver a realidade de muitas pessoas, que felizmente não é a nossa. Como ter de pedir comida. É quando nos colocamos no lugar de outra pessoa que nos tornamos mais humanos.
Setúbal, Alentejo, Coimbra, Aveiro. Os quilómetros iam-se acumulando. Lamego, Braga, Gerês, Gouveia. No Porto foram multados por mau estacionamento. No Piodão ajudam na construção de uma casa. Em Almeida deram uma palestra numa escola secundária, sobre o projecto, e em troca receberam um almoço e mais uma visita pela cidade. Em Leiria visitaram o Lar de Santa Isabel que acolhe crianças com carenciadas a quem deram toda a comida que tinham recebido até à altura. Nunca mais se vão esquecer.
A solidariedade é fundamental nos tempos que estamos a viver. Promover a atitude menos consumista e mais virada para a partilha. Ao longo de quinze dias a viagem foi muito intensa. Conheceram pessoas. Fizeram amigos e ganharam famílias emprestadas. Umas ajudaram-nos com compras, outras com alojamento, outras com refeições, outras com histórias que se gravam no coração. E eles em troca trabalharam, ajudaram e mais... mostraram que vale a pena acreditar.
Achamos que nós portugueses, temos um espírito solidário e aquilo que pretendemos é destacar o que de melhor têm as diversas localidades do nosso país e contemplá-las numa espécie de roteiro alternativo ao dito turismo de massas.
Quando regressaram à casa de partida, os cinco euros permaneciam na carteira. Mas eles vinham mais ricos.
Outras histórias:
Todos os países do mundo
Porque sorrir é o melhor remédio
Let's be happy together
A cozinha verde
O lema destes cinco amigos podia ser "querer é poder". Mas não. O nosso grande objectivo, para além de uma experiência única de vida, é desenvolver um roteiro alternativo que destaque este Portugal mais rural, de uma beleza imensa e de um sentido genuíno. Cinco estudantes em Idanha-a-Nova partiram de Mação numa aventura pelo país adentro.
Até onde vais com cinco euros? "Não vais longe", diriam algumas pessoas. "Não vais a lado nenhum", diriam os mais extremistas". Este grupo acreditou, e com cinco euros foi muito, muito longe!
De uma conversa ocasional surgiu a ideia de partirem e foi durante o mês de Fevereiro, num intervalo das aulas que se fizeram à estrada. Numa carrinha cedida pela West Coast Campers, levaram as mochilas e cada um...cinco euros no bolso. Partiram com uma enorme vontade de descortinar o desconhecido e de abrir mentalidades. Acreditam na velha premissa que o dinheiro não é tudo e tentaram provar isso mesmo, a eles e aos outros. Aliaram assim um roteiro por terras lusas, daqueles que não vêm nos mapas, à solidariedade. Apenas procurámos ajudar pessoas e instituições, destacado o seu papel na sociedade, em troca de alimentação, alojamento ou combustível. Todo este projecto se baseia numa troca. Fazer um intercâmbio entre meios rurais e urbanos, trocar serviços por ajudas não monetárias.
Definido o projecto, a primeira paragem foi Lisboa. Mas evitaram os trilhos turísticos. Pararam numa casa de Fados e quando explicaram a ideia que os ali levava tiveram um belo jantar lisboeta. Em troca serviram às mesas e trabalharam na cozinha. Procuramos numa altura de crise viver a realidade de muitas pessoas, que felizmente não é a nossa. Como ter de pedir comida. É quando nos colocamos no lugar de outra pessoa que nos tornamos mais humanos.
Setúbal, Alentejo, Coimbra, Aveiro. Os quilómetros iam-se acumulando. Lamego, Braga, Gerês, Gouveia. No Porto foram multados por mau estacionamento. No Piodão ajudam na construção de uma casa. Em Almeida deram uma palestra numa escola secundária, sobre o projecto, e em troca receberam um almoço e mais uma visita pela cidade. Em Leiria visitaram o Lar de Santa Isabel que acolhe crianças com carenciadas a quem deram toda a comida que tinham recebido até à altura. Nunca mais se vão esquecer.
A solidariedade é fundamental nos tempos que estamos a viver. Promover a atitude menos consumista e mais virada para a partilha. Ao longo de quinze dias a viagem foi muito intensa. Conheceram pessoas. Fizeram amigos e ganharam famílias emprestadas. Umas ajudaram-nos com compras, outras com alojamento, outras com refeições, outras com histórias que se gravam no coração. E eles em troca trabalharam, ajudaram e mais... mostraram que vale a pena acreditar.
Achamos que nós portugueses, temos um espírito solidário e aquilo que pretendemos é destacar o que de melhor têm as diversas localidades do nosso país e contemplá-las numa espécie de roteiro alternativo ao dito turismo de massas.
Quando regressaram à casa de partida, os cinco euros permaneciam na carteira. Mas eles vinham mais ricos.
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Todos os países do mundo
Porque sorrir é o melhor remédio
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