Saco?!

In revista Activa, Maio

Eu estava a ver a revista Activa, e pois que me deparei com isto. "Olha que saco tão giro."
Ah, mas espera não é um saco! É um 'top' (e custa 124€). Tento imaginar como é que isto ficará vestido, deve ficar assim, tipo, coiso... nem sei!
Eu continuo a achar que isto dava um belo saco daqueles para pôr as raquetes e a toalha e ir para a praia. Eu até o comprava (caso o preço fosse no máximo 8€.)
Tudo indica que podia ser exactamente um saco porque até o desenho têm pequenas referências à volta!
Têm a certeza que não é mesmo um saco?!

O sol ainda é grátis

Há finais de tarde que sabem pelo dia inteiro!
É fácil (não é barato porque é de borla) e dá milhões...milhões de alegria e boa-disposição e ainda dá uma cor mais saudável à pele.
É aproveitar, gente, enquanto o sol anda por cá e é grátis. Não é maravilhoso?



'Carpe Diem' ou 'Let it Be'?



"Carpe Diem
How annoying is carpe diem?
How is supposed to plan a life, a career, a family, if you're always carpeing the diem?
We'd all be to busy living in the now. Whatever that means."
(Grey's anatomy quote)

Ou vivemos o momento e não nos preocupamos com o futuro, não  fazemos planos, não seguimos sonhos. Apenas vivemos o aqui e agora, aproveitando o que cada dia nos dá. Ou fazemos planos, temos sonhos, caminhamos por objectivos. Deixamos para amanhã. 
Não podemos ter um bocadinho dos dois? Algo como hoje pratico o 'carpe diem' e amanhã o 'let it be'?

E quem pode dizer qual é o certo e qual é o errado? Whatever. 

Midnight in Paris

As cores. Este filme de Woody Allen é cheio de cores. Foi uma coisa que me saltou logo à vista nas primeiras imagens que aparecem de Paris. Sou apaixonada por aquela cidade e no filme aparece linda, cheia disso mesmo, cores.
Mas há mais. Paris transforma-se depois da meia-noite. Mas não para todos. Só para quem é capaz de sonhar, sem medo. Só para quem é capaz de acreditar nesses mesmos sonhos. Só para quem consegue ver além desses mesmos sonhos e continuar a viver.
E depois há a música. No início ao fim aquela música entra e não sai mais (agora mesmo se eu soubesse assobiar conseguia reproduzir o som).

Owen Wilson é Gil um escritor envergonhado que vive encantado com os anos de ouro em Paris, os loucos anos 20. Depois da meia-noite ele pode esquecer toda a sua vida "normal" e o romance chato com Inez (chata, mesmo chata esta Inez). Depois da meia-noite ele pode ser quem quiser, pode ter as oportunidades que sempre ambicionou ao conhecer grandes estrelas e quem sabe até se pode apaixonar de novo.

Eu fazia era questão de ter percebido afinal o que é que aconteceu. Se aquilo da viagem no tempo era só na cabeça do senhor, qual foi o desfecho? Enlouqueceu ou foi muito feliz? Se aquilo era uma vida passada de regresso, tipo voltas e voltas da vida...digam-me. Adoro coisas que tenham a ver com viagens no tempo, mas fico sempre  intrigada e tenho necessidade de respostas, ora!


Dieta? Amanhã!

Deixa para amanhã o que não podes fazer hoje. E come hoje o que pode não haver amanhã.




Retrato




“ – Falhámos na vida, menino!
- Creio que sim…Mas todo o mundo mais ou menos a falha. Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com imaginação”

Adoro esta frase que aparece no final de "Os Maias". Para o bem ou para o mal ela diz muito.

São três gerações perdidas, tristes, amarguradas, perseguidas pelo fracasso. Pedro da Maia é pai de Carlos Eduardo e matou-se quando a mulher o abandonou e levou consigo a filha, Maria Eduarda. Carlos fica a cargo do avô e anos mais tarde encontra o amor da sua vida… O romance incestuoso com Maria Eduarda vai conduzir Carlos ao fracasso…

“Maria Eduarda! Era a primeira vez que Carlos ouvia o nome dela; e pareceu-lhe perfeito, condizendo bem com a sua beleza serena. Maria Eduarda, Carlos Eduardo… Havia uma similitude nos seus nomes. Quem sabe se não pressagiava a concordância dos seus destinos!” 

Em plena época oitocentista a sociedade portuguesa rende-se a uma modelo burguês de boas aparências. Da imitação daquilo que vem do exterior. Os portugueses querem ser uma sociedade que não são. Mas falta-lhes meios educacionais e mesmo morais para o ser. Escondem-se numa educação que não sabem dar, numa economia que fingem estar no auge, num sistema político que não funciona…

“ Carlos não entendia muito de finanças mas parecia-lhe que desse modo o pais ia alegremente e lindamente para a bancarrota” 

Vários são os episódios que revelam uma sociedade derrotada. Os políticos são mesquinhos e corruptos, os homens de letras boémios e despreocupados, os jornalistas deixam-se corromper a favor de causas pelo dinheiro, as mulheres representam o pecado e a luxúria e os eventos sociais são uma farsa, muitos acabam mesmo numa troca de insultos banais ou em “pancadaria” … um ridículo de situação que não se coaduna com uma sociedade que pretende mostrar-se culta e nobre.

Foi no ano de 1888 que Eça lançou esta crítica social, depois de ter analisado a sociedade pormenorizadamente durante oito anos. No final, a obra conduz ao ciclo do qual o próprio Eça fez parte, os falhados da vida.

E hoje? Hoje o que diria Eça da sociedade em que vivemos que ele não viu, mas previu?