E aprender


"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos, nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração pois a vida está nos olhos de quem souber ver" (Gabriel Garcia Marquez)

É isto. Mas para mim bastava: "É necessário abrir os olhos (...) e a aprender (...)"

Nem sim nem não


À segunda-feira não me apetece ser optimista, nem positiva. Não me apetece acreditar em frases feitas, nem me apetece acreditar em fundamentalismos de que tudo se consegue, basta querer. À segunda-feira não me apetece dominar o sono. À segunda-feira não me apetece chatear, precisamente porque todas as coisas me chateiam, demais.
Não me apetece gritar, nem refilar. Nem rir, nem chorar. Não me apetece deixar andar, nem fazer. Não me apetece falar. Não quero escolher, nem decidir. Nem ir nem ficar. Não quero nada.

Hoje não é segunda-feira? É! Há demasiadas segundas-feiras.


Impossível


 
Can we go outside to see the stars?
-Maybe tomorrow.


Mas amanhã já era tarde. Amanhã a mãe não ia ver as estrelas com o menino que não conseguia dormir.

Na manhã de 26 de Dezembro de 2004, Maria e Henry estavam de férias na Tailândia com os seus três filhos, Lucas, Thomas e Simon. Estavam na piscina quando foram surpreendidos pela força da natureza em forma de Tsunami. Maria e Lucas (o filho mais velho) encontram-se durante o desastre e enfrentam uma verdadeira luta pela sobrevivência. Maria (Naomi Watts que está nomeada para um óscar de melhor actriz) fica gravemente ferida durante o acidente mas não perde o lado humano, ela é médica e durante todo o filme mostra o seu lado solidário. Lucas vai ser o grande pilar desta história, a grande surpresa. É um rapaz na adolescência que se mostra sempre um pouco distante e frio, mas será quem vai demonstrar ter mais força e coragem não só para ajudar a sua família, mas também as outras famílias que foram vítimas do desastre natural. Lucas herdou o espírito humano da mãe afinal, e vai ficar com a missão de unir as pessoas. E isso toca-nos.

Thomas e Simon têm sete e cinco anos e estão junto do pai, que procura, entre os destroços, a mulher e o filho mais velho. Foram estas duas crianças que mais me emocionaram durante o filme, porque sendo tão pequenas são obrigadas a compreender o que se passa de forma cruel.

O ponto alto do filme, para mim, é o reencontro dos três irmãos, porque eles são os grandes motores da história. A família encontra-se. E isso é o impossível. Mas foi verídico. "O Impossível" é uma história real de uma família espanhola. E toda a gente devia ver.






Os novatos das séries...

Tenho uma certa dificuldade em confiar nas novas personagens das séries. Às vezes corre-me bem porque são bandidos do pior a fazer-se passar por anjos, outras vezes corre-me mal porque são como Deus na terra e eu sou uma estúpida por nunca ter gostado deles.
Normalmente odeio renovação nos elencos seja uma pessoa nova seja um batalhão inteiro porque isso é uma bela maneira de nos fazer crer que a história continua. Mas se as personagens não são as mesmas... então vou ver outra série que, basicamente, vai dar ao mesmo.
A chegada de Jake não me convenceu. Aquele encontro com a Addison no supermercado não me pareceu romântico, nem a partida para as ilhas do paraíso. Mas agora ele já mora lá em casa, sempre a ajudou a cuidar o bebé Henry, é amigo do Sam e do já falecido Pete. É uma substituição de Naomi na vida de Addison, mas vá, ganhou-me a amizade.
Já  a repentina chegada do novo médico que vem substituir Pete no Saint Ambrose é muito estranha na minha cabeça. Num episódio já é o maior do seu bairro. Sabe imenso de medicina e mete-se armado em querido para as meninas Amélia e Charlotte, hum, já me está a deixar com uma coisa qualquer atrás da orelha. Aquela cara, não sei não. Eu e as minhas desconfianças! Hum...espero enganar-me!
É isso... e a nova comitiva de internos que chegaram ao Seatle Grace Mercy West. A coitadinha, a tímida, a destemida, o esperto...creio já ter visto esta história em algum lado... Eu quero é ver a história velha, não me interessam para nada os dramas repetidos dos internos novos!


Relacionados:
* A paisagem de Private Pratice
Ah e tal, e eu?
* Greys Anatomy, os crescidos



     

Bom dia # 15

Segundo dia folga. Tempo para tudo.


Bom dia # 14

Boa segunda-feira para quem vai enfrentá-la. Eu não vou. Por isso tive tempo para ficar com cheiro de laranja nos dedos. :)


Casa dos segredos # 6

Cátia desvendou um dos maiores mistérios do país. Passos Coelho dorme de cuecas. Já Teresa Guilherme afirmou que o primeiro ministro é mais do género pijama. Está aberto o debate. Podem ver aqui.



"Cenas" sobre os saldos

Nunca consigo "ir aos saldos". Assim curto e grosso é isto. E não consigo não é porque não tive tempo ou não me apeteceu. Vejamos:
"Ir aos saldos" para mim é uma expressão que diz que se foi comprar uma carrada coisas baratas, pechinchas, na verdade;
"Ir aos saldos" para mim é uma expressão que diz que saio da loja com sacos vários;
"Ir aos saldos" para mim é uma expressão que diz que se aproveitou, que se fizeram boas escolhas, que se encheu o armário e, claro, ficar contente e dizer aos sete ventos "vês isto?! Cinco euros nos saldos, ah pois é!".
Eu não consigo efectivamente "ir aos saldos"mesmo indo porque:
Nunca trago nada;
Olho e não vejo nada;
Na mão não trago sacos vários (só a mala velha).

Os saldos com reduções de 3 euros não me enchem o olho, estão ali para me ludibriar e eu gosto pouco de ser enganada. Os saldos estão desarrumados e há tanta roupa gira e organizada na bancada do lado a gritar em desespero e olho para ela e ouço "isso é da nova colecção! Ora, raios me partam se eu compro coisas da nova colecção com os saldos ali a troçar de mim. Mal por mal, não compro nada. 
Acho que, a bem dizer, não sei "ir aos saldos", não regateio roupa com as pessoas, não corro pela loja quando avisto uma coisa lá ao fundo, não compro nada efectivamente barato porque, de facto, não vejo nada que realmente valha a pena. Não nasci para isto.

(Os saldos estão cá até Fevereiro, não é?!)


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