Boa semana!

Vai chover e vai fazer frio. Vou precisar, talvez, das botas ou cachecóis já arrumados que me venho recusando a usar. Vou trabalhar, há um feriado pelo meio, coisa rara no panorama, mas também há um fim-de-semana com trabalho incluído. Vou precisar de levar o almoço. Vou precisar de boa disposição, de músicas bonitas e e vou precisar de paciência! Paciência em dose dupla com gelo. Hum, e novidades? 


Ser muito mais feliz


Há um ano atrás o William e a Kate casaram-se. Eu estava em casa a comer uma bela refeição de 'linguini gamberi' (chique!) que finalizei com um belo crepe de chocolate (do pingo doce, feito pelo microondas). Obrigada facebook por seres como comprimidos para a memória.
Há um ano atrás eu estava de férias e estava sol. Podia ir à praia e estava com uma cor mais saudável do que estou hoje e certamente estava mais bem disposta do que estou hoje.
Ou seja, há um ano atrás estava sol nesta altura e as pessoas eram muito mais felizes.

Abudction


Nathan é um rapaz que não se sente parte da família com a qual vive apesar de tudo parecer normal. O seu mundo vira quando descobre a sua foto num site de crianças desaparecidas. É partir daí que começa a correria. Eu estava sempre a ver quando é que ele no meio da fuga se transformava em lobo para ser mais rápido (ups estou a ver outro filme!)
O jovem Nathan parte em busca de respostas sobre as suas verdadeiras origens ao mesmo tempo que tem de fugir de quem o quer apanhar, (e de quem o quer defender) pois ele é a chave para que os agentes secretos possam chegar ao seu verdadeiro pai.

Já disse demais, não?

Quando o povo saiu à rua, eu imaginei...

Hoje lembrei que de um texto que escrevi, quando andava na escola, sobre o 25 de Abril. Fui procurar nos fundos das prateleiras desarrumadas da arrecadação e encontrei o livro que reúne as composições que eu e os meus colegas escrevemos na altura. Foi giro voltar a ler o que escrevemos e o que pensámos quando tínhamos onze anos. O livro está divido em tema (que chique!). O meu era escrever como se lá estivesse no momento.

Aquilo a que eu mais achava 'piada', na época, era à história da senhora que distribuiu os cravos, mas ainda não tinha bagagem para compreender. Ora esta alminha imaginou que era uma jornalista no terreno e deu nisto:
(É permitido rir, e tu querida inocência não voltes, não estás perdoada!)

"(...)Olhei novamente para as janelas cobertas de gente e algumas lavadas em lágrimas. Os homens que saíram iam chegando e traziam consigo os canhões, agora a luta ia ser dura. Os soldados encheram-se de coragem e dispararam, por incrível que parecesse os canhões dispararam cravos vermelhos que se espalharam por toda a rua, eu fiquei pasmada a olhar e só pensava que não podia estar a acontecer. As mulheres da janela agora gritavam de emoção e tal como eu não queriam acreditar, era um milagre."




Arruma o juízo, respeita os disparates!


Todos nós já ouvimos isto. Pelo menos duas ou três destas frases (vá!) já ouvimos:
Vai para o teu quarto, arruma a secretária, faz a tua cama, agasalha-te, come uma peça de fruta, não faças perguntas inconvenientes, estuda, tem juízo, evita as más companhias, faz os trabalhos de casa, não digas disparates, respeita os mais velhos, não converses com estranhas, não venhas tarde e não faças asneiras.

Agora, isto todos nós queríamos ouvir. Pelo menos duas ou três destas frases (vá!) queríamos ouvir:
Arruma o juízo, respeita os disparates, evita velhos inconvenientes, não chegues tarde às asneiras, faz os trabalhos de cama, estuda as más companhias, come a secretária, agasalha uma peça de fruta, faz um estranho e não venhas do teu quarto.

Make a list!

Hoje é dia mundial do livro e amanhã começa a feira no parque Eduardo Sétimo... o que significa que é de todo pertinente que eu faça uma listinha (pequena!). Não estão sempre a dizer que natal é quando um Homem quiser?!



Posto isto, sugestões?

Segunda-feira?!

Há segundas e segundas. 
Há segundas que são só segundas (aquelas a seguir aos domingos) iguais a todas as semanas. E depois há as segundas depois das férias. E é como tudo na vida, pode ser bom ou pode ser mau. 
And that's your choice! 


Película de férias, parte III

Há tempo para tudo nas férias. Ou seja, o que quero dizer é que se há tempo para passear e fazer caminhadas gigantes para perder calorias, também há tempo para as ganhar não é?


Película de férias, parte II

Nunca foi ao Portinho da Arrábida com um sol luminoso. Nunca deu para molhar o pézinho. Má sorte, mas a paisagem vale a pena na mesma!


















O Cabo Espichel é sempre ventoso. Quem gosta de mar vai adorar a paisagem!


Película de férias, parte I




Há lugares que não deviam ser descritos em palavras, é por isso que vos deixo as fotos do Parque Ambiental do Alambre que tive oportunidade de tirar durante estas mini-férias. Não se ouve nem uma mosca...é o absoluto silêncio que nos faz descansar e não pensar em nada, que é aquilo que às vezes mais precisamos não é? Mais do que não fazer nada, precisamos de não pensar em nada! 
Somos bem recebidos por lá, o espaço está super bem cuidado, é acolhedor e muito sossegado. Foi a primeira vez que fiz esta espécie de turismo rural, no meio daquilo que a natureza oferece, e fiquei mesmo rendida a este género.
O Alambre está no Parque Natural da Arrábida e fica a um instantinho de praias conhecidas como a do Portinho da arrábida, a Figueirinha, o Meco ou Sesimbra. Dispõe de actividades em pleno coração da natureza que infelizmente não pude fazer, mas aquelas caminhadas na montanha ficaram-me debaixo de olho!


Há sítios onde se pode sentir que está tudo bem!



Lugares mágicos

Amanhã é dia dos monumentos e sítios. 
Chateia-me o facto de ser a um dia da semana porque se de certeza que há imensas borlas por ai. No entanto, eu estou de férias (ainda não tinha dito) e vou passear para a Arrábida. Enquanto não tenho fotos de lá, deixo-vos recordações de sítios fantásticos. Eu sei que há coisas maravilhosas para visitar em Alcobaça, na Batalha, em Óbidos, em Belém, em Évora, e por Portugal a fora mas hoje escolhi Sintra. E foi fácil, para mim, escolher! 


Já visitei todos estes sítios em Sintra e adoro sempre lá voltar. Monserrate e o Palácio Nacional visitei há poucos anos. A Pena e os Mouros visitei na altura das visitas de estudo da escola e voltei agora muito recentemente. A Quinta da Regaleira é, contudo, aquele que mais gosto. É um sítio mágico, carregado de misticismo. Estou sempre à espera que haja qualquer coisa nova escondida que ainda não vi. O sítio está vivo. Tem personalidade e tem história. História antiga. Já lá fui umas duzentas vezes e encontro sempre um sítio mais giro do que da última vez para tirar uma foto (uma foto minha de braços no ar, cabeça ligeiramente inclinada para a direita e sorriso número dois! Sempre diferente portanto!) 



Vale mesmo muito a pena ir!

Pastéis, a nata da nata



Quando alguém solta a mítica frase "'bora aos pásteis?", eu até tremo. Os pastéis de nata ou os pastéis de Belém (como lhes quiserem chamar) com  aquela nata quentinha... aquela massa folhada... Há pessoas que são capazes de comer duzentos seguidos, de enfrentar a fila que se monta à porta dos pastéis lá em Belém. Há quem espere horas por mesa. Há quem leve para casa. E depois há o açúcar e a canela para polvilhar... e eles quentinhos e a estalar. Comer pastéis de nata é uma tradição portuguesa é até uma das sete maravilhas gastronómicas.

E o sucesso é um segredo, a receita deles (de Belém) é secreta e isso ainda os torna mais apetecíveis não é? Imagino que seja. E aquelas promoções fascinantes "um café e um pastel de nata", hum que bom... que bom e que irritante! É que eu não gosto de pastéis de nata ou de belém, ou lá como raio se chamam. Eu já passei a vergonha de entrar lá e depois depois pedir uma torrada. (Também costumo pedir a alguém que coma a nata por favor para eu puder comer só o folhado! Só um aparte para que saibam.)  E por isso que até tremo, porque a seguir vem outra frase mítica "Como não gostas?"

Estamos todos ligados em "Touch"



Vi hoje os dois primeiros episódios da série "Touch". É boa. Eu gosto de séries e filmes que se moldem com números (por isso adorei o filme "23"). Gosto de séries e filmes que tenham algo que ver com as relações entre pessoas que não se conhecem (por isso adorei a série "Lost"), relações que envolvem toda a humanidade (por isso adorei "Flashforward"). Relações que brinquem com o passado, presente e futuro (e por isso gostei do "Heroes") As pessoas com autismo também me emocionam sempre, é uma doença misteriosa, intrigante, mas as pessoas são sempre extremamente tocantes de tão inteligentes (e daí ter gostado de "Rain Man").

Esta série junta isto tudo numa só história, conseguindo ainda demonstrar a relação entre um pai e um filho.
Há apenas (e até agora) três personagens assíduas. Martin é viúvo, a mulher morreu nos atentados do 11 de Setembro. Clea é a assistente social que leva Jake para uma instituição (e cá para mim o Martin e a Clea... ainda vai "rolar um clima", não?)

Mas o ponto alto da questão está em Jake, o menino autista. Ele tem dez anos e nunca falou, não deixa ninguém tocar-lhe e tem um estranho fascínio por números. Jake consegue através dos números perceber ligações entre as pessoas podendo prever situações que vão acontecer no futuro. Martin é o pai que vai aprender a ouvir um filho que não fala. E é nesse momento que a própria relação dos dois começa.

"American Pie, o reencontro"

Pensamento enquanto via este filme: tenho outra vez quinze anos. Foi o que me pareceu dentro da sala do cinema embora toda a gente fosse bastante mais velha (não do que eu, mais velha do que quinze anos). O filme ultrapassou as gerações ou então nós crescemos tanto quanto eles e lá estávamos sentados a ver, anos depois, o que vimos já na adolescência. Hoje quem tem quinze anos nem sabe o que é isto, certo?

O filme segue a mesma lógica dos outros, ou seja disparate atrás de disparate (apesar de estarem mais crescidos, ninguém diria!) mas ri-me, sim é verdade! Não é um êxito daqueles que me marca, não é o meu tipo de filme cómico, eu prefiro um humor mais inteligente, mas difícil de conseguir, este filme é para gajos nitidamente! Mas ri-me, claro que me ri, é até impossível não rir. Para terminar a saga está bem feito. (Eu fui arrastada ver, por isso não digam a ninguém que disse isto)

Segundo pensamento enquanto via este filme: a Michelle é parva! Então ela deixa o Jim fazer tudo o que lhe apetece?! "Vai lá sair com os teus amigos até às tantas, eu fico com o miúdo e e espero por ti, querido!". E do outro lado ouvi "Ah, ela é uma namorada fixe!" Hum? Não! Ela é parva!


Há coisas...



Há coisas do demónio:
1.Sábado e domingo os dias do descanso, tempo para as caminhadas de preparação para o verão, tempo de passear, tirar fotos, comer gelados...está frio, está chuva, está mau, muito mau. Tanto que só me apetece um cobertor e um balde de pipocas (grande!) e a tarde inteira para pôr as séries, filmes e leitura em dia. Ok, não é necessariamente mau, apenas me parece mais do mesmo.
2. Segunda e terça sol. Bom são dias que vou trabalhar portanto até podiam estar uns magníficos 30 graus que me dava igual.
3. Quarta, quinta e sexta (mais sábado e domingo) são dias que estou de férias e não preciso dizer nada né? Podem olhar para a foto e perceber o que há coisas do demónio, eu disse!
E nem me vou por a olhar para o resto porque, certamente, estará divinal.



Dia mundial do Beijo

Sexta, 13... tu és mais forte

Não me interessa nada que hoje seja sexta-feira 13 porque ontem foi um dia mau e hoje não vai ser outra vez não é? Imaginem o cenário em que é preciso fazer uma coisa muito urgente e o computador bloqueia... ontem foi mais ou menos assim! E portanto hoje é sexta só e apenas sexta, E ponto final.



Muda a tua atitude, vais ver que és capaz
E nada te pode parar
Os cães vão ladrar e a caravana passar

(Tu és mais forte)


Silêncio...


Estou eu descansada em casa a fazer as minhas coisas, nas calmas... e o telefone toca e quebra o silêncio.
Eu não gosto de silêncio. Mas às vezes sabe tão bem. Deve ser porque é raro.

"Ficámos sentados em silêncio a observar o mundo à nossa volta. Levou-nos uma vida a aprender isso. Parece que os velhos são capazes de ficar sentados um ao lado do outro sem dizerem nada e, ainda assim, satisfeitos. Os jovens activos e impacientes, têm sempre que quebrar o silêncio. É um desperdício, porque o silêncio é puro. O silêncio é sagrado. Une as pessoas porque só os que se dão bem uns com os outros se podem sentar juntos sem falar. É este o grande paradoxo."
                                   (Nicholas Spark, "O diário da nossa paixão")



Walking


O fim-de-semana foi duro. E a segunda-feira avizinha-se negra, muito muito negra (principalmente para todos os meus músculos).

Eu nunca fui adepta de fazer desporto. Sempre odiei correr, como já o disse aqui noutro post, seja correr no meio da rua porque sim, seja a correr atrás de uma bola, tudo isso faz-me comichão!
Mas...não me posso tornar uma mini orca não é verdade?

Odeio correr (repito!) e portanto em vez de aplicar essa forma de tortura sobre mim própria, adoptei o sistema das caminhadas. No sábado, joguei ténis uma hora e de seguida meia hora de caminhada, desde o Parque do Tejo até à torre Vasco da Gama. Hoje, domingo, o percurso aumentou. E de que maneira! Foram oito km, desde o Parque Expo (para quem conhece desde o sítio onde costuma ficar o circo, hein?) até ao Oceanário e é sempre ir e voltar! As minhas perninhas gostariam de testemunhar que não foi nada fácil, mas estão de repouso. Ok, admito hoje tive que parar duas vezes no meio do caminho para beber qualquer coisa, mas eram paragens de cinco minutos.

 Todos os fins de semana daqui para a frente vou tentar cumprir o objectivo de combate às gorduras (preparação para a praia, claro!) e o bom é que ao mesmo tempo que se podem diminuir uns gramas, pode-se aumentar a saúde! É esse o espírito! (Hum, hum)

Um agradecimento especial ao meu companheiro nestas "lides desportivas". Sozinha não seria a mesma coisa, aliás não seria sequer possível! Neste momento, já a descansar, devo dizer que me sinto como se tivesse andando a combater não os chocolates da Páscoa mas sim todos os que já comi até hoje!!! :)





Coisas que não percebo na Páscoa!



Querida Páscoa,

este ano ainda não comi mais do que cinco amêndoas, ou seis, mais coisa menos coisas vá! (Mas sempre de chocolate por fora e com amêndoa por dentro). O que interessa é que ainda não toquei em nenhum coelho de chocolate, nem em nenhuma galinha, sim porque apesar de eu nunca ter compreendido muito bem, existem galinhas de chocolate, aos montes nos supermercados, mesmo ao pé dos outros doces dizendo "Páscoa Feliz." Imagino que seja para percebermos de onde vêm os ovos que geralmente os coelhos trazem consigo, mas não sei, isto sou só eu a inventar explicações parvas, né?!

De resto também ainda não comi nenhum ovo Kinder, e como para variar sou do contra até prefiro dos normais, sem a parte branca por dentro, mas nem desses me calharam ainda em sorte. (Só um aparte, porque é que há ovos na Páscoa? Qual é a obsessão, exactamente?)

Mas então, posto que eu ainda não comi nenhuma dessas porcarias chatas, dá para parares com a brincadeira e dar-me já isso tudo?  Páscoa, eu sei que estás ocupada a dar tudo isso a crianças queridas e fofinhas, mas eu também sou filha de Deus, né? E quando a Páscoa vem é para todos, sim? Dá para me ofereces alguma destas coisas pecamisosas? Dá? Um ovo...um coelho, a tal galinha infiltrada? Amêndoas, daquelas que eu só faço derreter o açúcar na boca e depois deito fora? Dá?

Agradecida.

I Love Lisbon

O passeio por Lisboa começou com um lanche no Starbucks do Rossio, mesmo na estação. Bom, muito bom!



De seguida, passagem pelo largo e subida pela rua do Carmo. 
Gosto muito de passear por Lisboa que está cada vez mais "internacional". Ainda bem que há gente que gosta de conhecer a "nossa" cidade.
Apesar da chuva da manhã, ao final da tarde apareceu o sol e o passeio terminou nos Restauradores.  

Praça do Rossio; Castelo de S.Jorge visto da Praça; Restauradores e Hard Rock Café





"Hunger games"



Não vi o trailer portanto não sabia ao que ia. Tudo o que sabia era o que tinha lido nas gordas dos jornais, que este filme ia ser o próximo "Harry Potter" ou o próximo "Crepúsculo"...ai ai logo ai, alto e pára e baile... que eu sou fã dos dois. "Jogos de fome" tem tudo para ser uma boa história, (e de facto é) menos o nome!

Imaginem um país dividido em 12 distritos. Todos muito pobres, escassos em alimentos e bens essenciais. E uma vez por ano vem o governo e leva consigo 2 elementos de cada distrito, um rapaz e uma rapariga. O objectivo é participarem nos "Jogos de fome". Uma espécie de Big Brother mas de onde só uma das 24 pessoas que participam sai com vida. Há um mediatismo à volta deste jogo que eu não compreendi muito bem, como é que é possível ficar a assistir à morte de 23 pessoas para haver uma que se sagra campeã?! Iupi vitória, ganhei o jogo! ... É um filme, ok!


Antes do jogo começar os concorrentes apresentam-se e o melhor que têm a fazer é deixar que o público os aprecie pois assim terão mais hipóteses de ganhar. Katniss (a protagonista, é uma jovem de 16 anos que se dá como voluntária para substituir a irmã mais nova) e Peeta são os jovens concorrentes do distrito 12 e com o nervosismo do início do jogo começam a aproximar-se.

Katniss é apontada como a grande vencedora e dentro de jogo é mesmo a mais temida. Ela e Peeta vão se aproximar, porque assim haverá mais hipóteses de ganharem o jogo, mas surge algo inesperado entre eles. E é aqui que está a minha maior dúvida, será que se apaixonam mesmo ou é estratégia de jogo?

No fim os dois estão juntos, mas só um pode ganhar o que quer dizer que só um pode sobreviver. Regras são regras. Mas as regras existem para ser quebradas.

Acabei por gostar imenso do filme pela emoção da sobrevivência, por ver aquilo que afinal somos ou não capazes de fazer para sobreviver. Tem movimento, tem história e é diferente do comum. Já há muito tempo que não via um filme assim. Já percebi que o filme é baseado em livros (que vou ter de comprar! Tenho de saber se eles são mesmo os próximos Edward Cullen e Bella Swan, né?) e que portanto haverá continuação. Não sei se é o novo Crepúsculo, mas de certeza que não é o novo Harry Potter.


"Titanic", the king of the world










Estreia hoje em formato 3D o "Titanic".
Como já aqui tinha dito não tenho especial apreço pelo 3D, precisamente porque há filmes em que não faz sentido nenhum. Neste caso, não sei, não vi, estreia hoje. Secalhar até é giro, dou o benefício da dúvida, mas não sei até que ponto iria eu às salas de cinema para ver um filme que já deu duas mil e quinhentas e vinte e seis vezes nas tardes de domingo na televisão. Eu já vi a repetição da repetição até ao ponto de mudar de canal. (Ok, ok há sempre alguma geração que ainda não viu!)

À dias li que a Kate Winslet quase tem vontade de vomitar quando ouve a música da Celine Dion que lhe deu a banda sonora. Segundo esse mesmo artigo a própria cantora dizia que o tema nunca a agradou muito. Eu sinceramente gosto e acho que lá calhou que nem ginjas.

É um grande filme, sim eu acho que é um grande filme com bons actores e boa banda sonora. À data de hoje ainda se fala dele e isso só pode querer dizer que foi bom. Gostei imenso e lembro-me da primeira vez que o vi. Era miúda e fui ver com duas amigas a uma sala de cinema "improvisada" aqui perto da zona onde moro. Mais tarde até tinha a VHS cá em casa e cheguei a ver. Depois na televisão. Mas agora, acho que até sei algumas falas de cor. (Quem que não se lembra do Jack a gritar "I'm the king of the world!" Hum, quem?).
Mas vê-lo de novo (e ao cinema) parece-me um pouco excessivo. Just saying!




E gostar de tudo...



As vezes ando pelo centro comercial, entro em lojas, saio de lojas e pumba não gosto de nada. Vejo as modas a passarem por mim como as motas na autoestrada... rápido, muito rápido.

Hoje sucedeu exactamente o contrário, entrei em lojas, saí de lojas e gostei de tudo (vá, de muitas coisas!). Não gosto de não gostar de nada, mas odeio, odeio mesmo gostar de tudo. Se pudesse comprar tudo o que me agradou hoje teria sido a desgraça, a ruína... o drama, o horror! E por isso mesmo não comprei nada. Nada!

Quando gosto de tudo fico indecisa. Não consigo escolher e portanto prefiro mil vezes não gostar de nada.
Talvez o fim-de-semana prolongado me ajude a reflectir e ponha à prova o meu lado que tanto apela ao consumo. Eu gosto mesmo de ajudar a economia nacional, mas muito me agradava que a economia nacional ajudasse a minha carteira. Uma vez por outra, para ser diferente.

Ai, como eu odeio gostar de tudo!

"Os maridos das outras"

Já diz o ditado que a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha!



A música está brilhantemente construída, cantada por um homem, capaz de reconhecer os erros da sua espécie, e dirigida, claramente, às mulheres, para que sejam também capazes de identificar os erros que cometem ao fazer juízos de valor sobre os "seus" homens. Em todo o caso, a música retrata de forma genial, não só os homens com todos os seus defeitos (sim, defeitos, inúmeros defeitos!) como também a extrema capacidade das mulheres para reclamar (sim, reclamamos, mas com razão! ['tá bem, as vezes sem razão, mas fica entre nós!]) daquilo que têm.

Homens: não deixem a roupa por arrumar, ponham a mesa, levem o carro, (...) ofereçam presentes, basicamente façam-nos as vontades todas, ok?!
Mulheres: se analisarmos bem a questão, o nosso homem é perfeito aos olhos das "outras", ou seja todas temos um marido da outra, portanto... sorriam!



À hora do lanche...


Com açúcar. Com chantilly. Com natas. Com chocolate.
Eu prefiro sem nada, mesmo ao natural, fresquinhos e doces.
E não têm muitas calorias. (Digo eu, para me convencer!)

"Uma aventura"

Ontem foi dia mundial do livro infanto-juvenil. Além da "Lua de Joana" e do "Harry Potter" (que comecei a conhecer aos 12 anos) o outro título que faz parte da minha juventude é "Uma aventura", colecção fantástica da Ana Maria Magalhães e da Isabel Alçada. E quem diria que já fez, o mês passado, 30 anos.

Lembro-me de começar a ler ainda pequena. No dia das compras nunca vinha do hipermercado sem ter cravado mais um livro aos meus pais. Primeiro era a Anita. Anita vai aqui...Anita vai acolá... mas depois a Anita foi com as outras e eu comecei a ler outras coisas.

A colecção "Uma Aventura" fascinava-me por causa do mistério, esse era o meu ingrediente preferido. E eu imaginava que podia fazer parte do grupo. Nós somos sempre alguém das histórias, era como ser uma das "Spice Girls" ou a amarela dos "Power Rangers" ou a navegante de Júpiter, das "Navegantes da Lua". Depois passei a ler Agatha Christie. E depois mais tarde o "O código Da Vinci". E depois "A fórmula de Deus". Porque o mistério está sempre lá... desde os tempos de "Uma Aventura".

A história da Teresa, da Luísa, do Chico, do Pedro e do João passou depois para uma série de televisão que ainda cheguei a ver e gostava, mas não era a mesma coisa. Depois ainda passou no cinema, mas isso eu não fui ver. Agora os livros, secalhar até voltava a ler... é que eu ainda não li todos!!!


Ana Maria Maria Magalhães recorda como tudo começou numa reportagem em vídeo feita pelo DN, vejam:
http://www.dn.pt/galerias/videos/?content_id=2396805&seccao=Artes

"Vai onde te leva o coração"



Já li este livro há muitos anos. Tantos que sou capaz de dizer que não tinha idade suficiente para compreender metade da essência das palavras lá gravadas. "Vai onde te leva o coração" de Susana Tamaro está, por isso, na lista dos livros a reler.
No entanto há uma passagem que hoje, particularmente, me faz sentido e por isso partilho.

"Sabes qual é o erro que cometemos sempre? Acreditar que a vida é imutável, que quando escolhemos um carril temos de o seguir até ao fim. Contudo, o destino tem muito mais imaginação do que nós. Precisamente quando se pensa que se está num beco sem saída quando se atinge o cúmulo do desespero, com a velocidade de uma rajada de vento, tudo se transforma e de um momento para o outro damos por nós a viver uma vida nova."


E eu acrescento:
Uma vida nova não é necessariamente uma coisa má. Depende da perspectiva. Depende de como se olha para o dia de amanhã, secalhar quem olha com olhos de derrotista precisa de uns óculos de optimismo. Uma vida nova pode ser uma coisa boa, se quisermos, se acreditarmos, mas sobretudo se lutarmos para que assim seja. Aceitar, a palavra certa é aceitar. E a sorrir, a atitude certa é sorrir.